Por que as categorias de base brasileiras estão tão defasadas nos últimos anos?
Durante décadas, falar sobre categorias de base no futebol mundial significava inevitavelmente falar sobre o Brasil. Pelé apareceu com 16 anos. Ronaldo já impressionava antes dos 18. Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Neymar e…

Durante décadas, falar sobre categorias de base no futebol mundial significava inevitavelmente falar sobre o Brasil.
Pelé apareceu com 16 anos. Ronaldo já impressionava antes dos 18. Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Neymar e tantos outros chegaram muito jovens ao futebol profissional. Mais recentemente, Vinicius Júnior, Rodrygo e Endrick mostraram que o país continua produzindo talentos capazes de alcançar os maiores clubes do planeta.
Então por que existe atualmente uma sensação tão forte de que as categorias de base brasileiras ficaram para trás?
A resposta não é simplesmente “o Brasil parou de revelar jogadores”.
Na realidade, isso não aconteceu.
O país continua produzindo e exportando talentos. O problema parece estar muito mais relacionado ao modelo de formação, à transição para o profissional, à preparação de treinadores, à estrutura das competições e ao desenvolvimento coletivo dos jogadores.
Os próprios resultados mostram uma situação contraditória: o Brasil foi campeão sul-americano Sub-20 e Sub-17 em 2023 e repetiu o feito nas duas categorias em 2025.
Portanto, falar em decadência absoluta seria exagerado.
Mas existem sinais de que algo precisa mudar. Tanto que, em fevereiro de 2026, a própria CBF criou um grupo de trabalho especificamente para discutir melhorias no modelo de formação brasileiro e alinhá-lo às principais referências internacionais.
O Brasil ainda revela grandes jogadores
Antes de procurar os problemas, é importante eliminar um mito.
O talento brasileiro não desapareceu.
A Seleção principal continua sendo abastecida pelas categorias inferiores.
Dos 26 jogadores convocados pelo Brasil para a Copa do Mundo de 2026, 22 haviam passado anteriormente por alguma Seleção Brasileira de base. Isso corresponde a aproximadamente 85% do grupo.
Entre eles estavam jogadores que passaram por diferentes categorias:
- Vinicius Júnior: Sub-15, Sub-17 e Sub-20;
- Endrick: Sub-15, Sub-17 e Sub-23;
- Casemiro: Sub-16, Sub-17 e Sub-20;
- Marquinhos: Sub-17, Sub-21 e Sub-23;
- Alisson: Sub-16, Sub-17, Sub-18 e Sub-20;
- Lucas Paquetá: Sub-20.
Ou seja: existe uma estrutura que continua identificando e desenvolvendo jogadores de alto nível.
O problema é que revelar individualidades e desenvolver uma escola de futebol são coisas diferentes.
E talvez seja justamente aí que esteja uma das principais questões.
Estamos formando jogadores ou tentando ganhar campeonatos de base?
Essa é uma discussão antiga no futebol brasileiro.
Qual deveria ser a principal função de uma equipe Sub-15?
Ganhar o Campeonato Brasileiro Sub-15?
Ou produzir jogadores melhores para os próximos dez anos?
Naturalmente, as duas coisas podem coexistir.
O problema surge quando o resultado imediato passa a determinar todo o processo.
Imagine dois garotos de 14 anos.
Um amadureceu fisicamente muito cedo. É forte, rápido e consegue dominar seus adversários utilizando principalmente a vantagem corporal.
O outro é menor, tecnicamente excelente, inteligente e criativo, mas ainda não possui força suficiente para competir fisicamente.
Se o objetivo principal do treinador for ganhar no próximo domingo, existe uma tendência natural de utilizar o primeiro.
Mas qual deles terá maior potencial aos 22 anos?
Não necessariamente aquele que era fisicamente superior aos 14.
Esse é um dos dilemas universais da formação esportiva.
O problema da maturação física
Dois jogadores com exatamente a mesma idade cronológica podem estar em fases biológicas bastante diferentes.
Um garoto de 14 anos pode possuir desenvolvimento corporal semelhante ao de alguém de 16.
Outro pode parecer fisicamente mais próximo de um atleta de 12 ou 13.
Colocá-los simplesmente na mesma categoria porque nasceram no mesmo ano cria vantagens enormes para aqueles que amadureceram primeiro.
Por isso, algumas metodologias internacionais utilizam conceitos como bio-banding, agrupando atletas também de acordo com aspectos de maturação biológica.
O objetivo não é acabar com as categorias tradicionais.
É evitar que tamanho e força física sejam confundidos com potencial futebolístico.
Para um país cuja identidade histórica sempre esteve relacionada à habilidade, criatividade e capacidade técnica, essa discussão é especialmente relevante.
A obsessão por jogadores fisicamente prontos
Observe uma peneira tradicional.
Centenas de crianças aparecem.
Pouquíssimas serão escolhidas.
O avaliador precisa tomar decisões rapidamente.
Nesse cenário, características imediatamente visíveis acabam pesando muito.
Velocidade.
Altura.
Força.
Explosão.
Tudo isso é importante no futebol moderno.
Mas outras características são muito mais difíceis de identificar em poucos minutos:
leitura de jogo, tomada de decisão, criatividade, capacidade de encontrar espaços, inteligência sem a bola e compreensão tática.
Um jogador fisicamente dominante aos 15 anos pode perder essa vantagem quando todos atingirem a maturidade.
Enquanto isso, aquele pequeno meia extremamente inteligente pode ter sido descartado anos antes.
O futebol de rua praticamente desapareceu
Existe ainda uma transformação social que não depende dos clubes.
Durante décadas, parte importante da formação dos jogadores brasileiros acontecia fora das escolinhas.
Acontecia na rua.
Na quadra.
No campinho improvisado.
Na praia.
Na garagem.
No terreno vazio.
Uma criança podia passar horas jogando sem treinador interrompendo a partida.
Isso desenvolvia habilidades difíceis de ensinar formalmente.
Improvisação.
Drible.
Proteção de bola.
Tomada rápida de decisão.
Adaptação a espaços pequenos.
Criatividade.
Hoje, principalmente nas grandes cidades, esse ambiente diminuiu consideravelmente.
As crianças continuam jogando futebol, mas muitas chegam cada vez mais cedo a ambientes organizados.
E isso cria um paradoxo.
Temos mais treinamento formal, mas talvez menos futebol espontâneo.
Treinar mais não significa necessariamente aprender mais
Imagine uma criança em uma escolinha.
O treinador determina o exercício.
Explica onde ela precisa ficar.
Determina quantos toques pode dar.
Interrompe quando existe um erro.
Depois organiza outro exercício.
Agora compare com uma pelada.
Não existe treinador.
A criança precisa descobrir sozinha como superar o adversário.
Precisa decidir.
Errar.
Tentar novamente.
Inventar.
Isso não significa que treinamento organizado seja ruim.
Muito pelo contrário.
O ponto é encontrar equilíbrio entre ensinar e permitir que o jogador descubra soluções.
As grandes gerações brasileiras cresceram combinando essas duas experiências.
A base brasileira também virou um enorme negócio
Existe outro componente impossível de ignorar.
Jogadores jovens se tornaram ativos financeiros extremamente valiosos.
Clubes europeus passaram a observar adolescentes brasileiros muito antes de eles chegarem ao futebol profissional.
Vinicius Júnior, Rodrygo e Endrick são exemplos evidentes dessa valorização.
Consequentemente, revelar um jogador deixou de representar apenas sucesso esportivo.
Representa receita.
Isso modifica incentivos.
Um clube endividado pode precisar vender seu principal talento rapidamente em vez de desenvolver o jogador durante três ou quatro temporadas no time principal.
Assim surge uma diferença importante entre o Brasil atual e gerações anteriores.
Os melhores saem muito cedo
Quando Kaká surgiu no São Paulo, ainda conseguiu construir parte significativa de sua formação profissional jogando no Brasil antes de seguir para o Milan.
Neymar permaneceu vários anos no Santos.
Romário jogou profissionalmente pelo Vasco antes de partir para a Europa.
Hoje, os maiores talentos brasileiros podem estar negociados internacionalmente praticamente assim que atingem a idade necessária para a transferência.
Isso cria um problema não necessariamente para a qualidade individual do jogador, mas para o ecossistema brasileiro.
Os melhores treinam menos tempo com outros grandes talentos.
Jogam menos temporadas no Campeonato Brasileiro.
E deixam de servir como referência técnica para jogadores ainda mais jovens dentro dos próprios clubes.
A transição entre Sub-20 e profissional é um dos grandes gargalos
Talvez esse seja um dos pontos mais importantes de toda a discussão.
Um jogador pode ser excelente no Sub-17.
Pode dominar o Sub-20.
E mesmo assim desaparecer.
Por quê?
Porque existe um abismo entre ser destaque na base e conseguir sequência em uma equipe profissional.
O jovem sobe.
Joga dez minutos.
Volta para o banco.
Depois retorna ao Sub-20.
É emprestado.
Volta.
É novamente emprestado.
E muitas vezes chega aos 22 anos sem ter disputado uma temporada completa como titular.
O desenvolvimento técnico não termina aos 18 anos.
Na realidade, algumas das etapas mais importantes começam justamente nesse período.
O jovem brasileiro joga pouco no profissional
Esse problema ganhou ainda mais importância recentemente.
Um levantamento citado pelo UOL em setembro de 2026 apontou que jogadores Sub-23 representavam apenas 11,5% dos minutos disputados na Série A brasileira, percentual significativamente menor do que o observado em algumas das principais ligas europeias analisadas.
Esse dado merece atenção porque não adianta possuir milhares de jogadores nas categorias inferiores se poucos recebem minutos relevantes no nível seguinte.
A formação precisa continuar depois da base.
E jogar futebol profissional faz parte dessa formação.
Não basta simplesmente limitar estrangeiros
Uma solução frequentemente sugerida é reduzir a presença de jogadores estrangeiros no futebol brasileiro.
Mas a relação não é tão simples.
Ligas europeias com grande quantidade de estrangeiros continuam conseguindo desenvolver jogadores locais.
O problema central é quem recebe oportunidades e como os jovens são preparados para recebê-las, e não simplesmente o passaporte dos demais jogadores.
Substituir um estrangeiro de 25 anos por um brasileiro de 30 não melhora automaticamente a formação.
Criar caminhos reais para jogadores de 18, 19, 20 e 21 anos chegarem ao profissional é uma discussão muito mais relevante.
Falta competição para a base brasileira?
Nesse aspecto, houve uma mudança importante.
A CBF ampliou significativamente o calendário nacional das categorias inferiores.
Em 2024, as competições masculinas nacionais de base organizadas pela entidade somavam 454 partidas.
Para 2025, a previsão passou para 581 jogos.
Em 2026, chegou a 676 partidas.
Isso representa um crescimento de aproximadamente 49% em relação a 2024.
Também foram criadas ou ampliadas competições.
O Campeonato Brasileiro Sub-20 ganhou Série B, a Copa do Brasil Sub-20 passou por expansão e o Campeonato Brasileiro Sub-15 entrou no calendário em 2026.
Portanto, existe uma tentativa clara de aumentar a quantidade de futebol competitivo disponível.
Mas quantidade de jogos não resolve tudo
Esse é um ponto fundamental.
Mais partidas podem ajudar.
Mas mais jogos não significam automaticamente melhores jogadores.
É necessário perguntar:
Como eles estão treinando?
Quem está treinando?
Qual é a metodologia?
Qual é o objetivo de cada categoria?
Como o desenvolvimento individual é medido?
Existe integração entre Sub-15, Sub-17, Sub-20 e profissional?
Um lateral recebe a mesma orientação quando muda de categoria?
O clube possui uma identidade futebolística?
Existe acompanhamento psicológico?
Existe preparação cognitiva?
Como os minutos são distribuídos?
Como o clube identifica jogadores de maturação tardia?
Sem responder essas perguntas, simplesmente aumentar o calendário pode aumentar a quantidade de futebol sem necessariamente elevar a qualidade da formação.
A formação de treinadores talvez seja ainda mais importante que a dos jogadores
Existe uma frase comum no futebol:
bons jogadores precisam de bons treinadores.
Na base, isso é ainda mais importante.
O treinador profissional é normalmente julgado pelo resultado do próximo jogo.
O treinador de formação deveria ser avaliado também por aquilo que seus jogadores serão capazes de fazer daqui a cinco anos.
São funções relacionadas, mas diferentes.
Um técnico de Sub-15 precisa entender desenvolvimento humano.
Precisa compreender maturação física.
Precisa saber ensinar princípios táticos sem destruir criatividade.
Precisa reconhecer que dois atletas da mesma idade podem estar em estágios completamente diferentes.
E precisa aceitar que, algumas vezes, desenvolver corretamente um jogador pode ser mais importante do que vencer uma partida.
Precisamos voltar a produzir grandes defensores?
Outra discussão recorrente envolve posições específicas.
Durante décadas, o Brasil produziu defensores de referência mundial.
Domingos da Guia, Bellini, Mauro Ramos, Aldair, Lúcio e Thiago Silva pertencem a épocas completamente diferentes, mas demonstram a tradição brasileira na posição.
Ao revisitar os zagueiros que marcaram diferentes gerações da Seleção Brasileira, fica evidente como o país conseguiu adaptar seus defensores às mudanças táticas do futebol.
O desafio atual é ainda maior.
Hoje, não basta o zagueiro saber defender.
Ele precisa construir desde trás.
Quebrar linhas.
Jogar pressionado.
Cobrir espaços enormes.
Defender transições.
Ganhar duelos.
Interpretar diferentes sistemas.
A formação precisa acompanhar essa transformação.
O mesmo vale para todas as posições
O goleiro moderno precisa jogar com os pés.
O lateral muitas vezes precisa atuar por dentro.
O volante precisa receber pressionado e encontrar progressões.
O ponta precisa entender quando abrir o campo e quando ocupar o corredor interior.
O centroavante participa da pressão sem bola e da construção ofensiva.
Isso significa que formar jogadores atualmente exige muito mais do que ensinar fundamentos isoladamente.
É necessário formar jogadores capazes de interpretar o jogo.
E talvez essa seja uma das principais diferenças entre simplesmente produzir atletas talentosos e possuir um sistema de formação moderno.
A Europa profissionalizou profundamente a formação
Durante muito tempo, o talento natural brasileiro compensava várias deficiências estruturais.
Mas outros países evoluíram.
Academias europeias passaram a investir fortemente em metodologia, ciência esportiva, análise de desempenho, psicologia, nutrição, treinamento individualizado e acompanhamento de longo prazo.
Além disso, várias federações reformularam seus próprios modelos depois de períodos de resultados ruins.
O futebol brasileiro não pode depender da ideia de que sempre produzirá jogadores melhores simplesmente porque “o brasileiro nasce sabendo jogar”.
Talento existe.
Mas talento sem ambiente adequado possui um teto.
E não podemos transformar crianças em profissionais aos 10 anos
Existe também o risco oposto.
Ao tentar modernizar a formação, clubes podem tornar o ambiente excessivamente profissional muito cedo.
Crianças passam a viver como atletas profissionais antes mesmo da adolescência.
Empresários.
Redes sociais.
Patrocínios.
Cobrança.
Vídeos de desempenho.
Expectativa familiar.
Transferências entre clubes.
Comparações públicas.
Tudo isso pode aparecer antes mesmo de o jogador compreender completamente o que significa uma carreira profissional.
Por isso, a formação precisa continuar sendo também educação.
Um garoto de 12 anos não é um jogador profissional pequeno.
É uma criança que joga futebol.
Essa diferença parece óbvia, mas é fundamental.
Para muitos garotos, o primeiro contato com a Seleção começa justamente no imaginário infantil: vestir a Amarelinha, imitar seus ídolos e sonhar com uma Copa do Mundo. É esse universo que inspira também peças como o kit infantil amarelo da Seleção Brasileira, muito antes de qualquer discussão sobre profissionalização.
O Brasil realmente ficou para trás?
A resposta precisa ser mais cuidadosa do que simplesmente dizer sim.
Em resultados recentes das seleções inferiores, existem evidências contrárias a uma decadência completa.
O Brasil conquistou os Sul-Americanos Sub-20 e Sub-17 em 2023 e novamente em 2025.
A CBF também ampliou o calendário nacional de base e criou novas competições.
E aproximadamente 85% dos convocados para a Seleção principal na Copa de 2026 haviam passado pelas seleções inferiores.
Portanto, a estrutura continua produzindo jogadores.
A questão mais apropriada talvez seja outra:
o Brasil está aproveitando todo o potencial que possui?
Nesse ponto existem motivos para preocupação.
A própria CBF reconheceu a necessidade de mudanças
Em fevereiro de 2026, a CBF criou oficialmente um grupo de trabalho para propor melhorias nas categorias de base do futebol brasileiro.
Segundo a entidade, o objetivo é aprimorar o modelo de formação em todas as regiões do país, aproximá-lo de diretrizes internacionais e discutir questões institucionais relacionadas aos clubes formadores e aos atletas.
A iniciativa é relevante justamente porque demonstra que a discussão ultrapassou torcedores e comentaristas.
Existe uma revisão institucional acontecendo.
E talvez ela seja necessária.
O futuro não depende de encontrar o próximo Neymar
Esse talvez seja o maior erro possível.
O Brasil não precisa estruturar sua base para encontrar ocasionalmente um fenômeno.
Fenômenos aparecem.
Pelé não foi produto de uma fórmula replicável.
Ronaldo também não.
Neymar também não.
O verdadeiro objetivo de um sistema de formação deveria ser aumentar continuamente o nível médio dos jogadores produzidos.
Formar melhores laterais.
Melhores volantes.
Melhores zagueiros.
Melhores goleiros.
Melhores atacantes.
Jogadores mais inteligentes taticamente sem eliminar a criatividade que historicamente caracterizou o futebol brasileiro.
O talento brasileiro continua existindo
Talvez essa seja a conclusão mais importante.
O problema não parece ser falta de talento.
O Brasil continua sendo um país gigantesco, apaixonado por futebol e capaz de produzir jogadores extraordinários.
O desafio está em construir um sistema que aproveite melhor esse talento.
Isso passa por melhorar a formação dos treinadores, individualizar o desenvolvimento, considerar maturação biológica, oferecer competições adequadas, preservar espaço para criatividade e, principalmente, construir uma ponte muito melhor entre a base e o futebol profissional.
O futebol brasileiro sempre teve matéria-prima.
Durante décadas, isso foi suficiente para esconder muitas falhas.
Hoje não é mais.
Outros países aprenderam a formar.
Aprenderam a identificar.
Aprenderam a desenvolver.
E aprenderam, inclusive, com aquilo que o próprio Brasil fazia naturalmente.
Se quiser continuar sendo uma das maiores fábricas de jogadores do planeta, o futebol brasileiro terá de combinar aquilo que nunca deixou de possuir — talento — com aquilo que se tornou indispensável no futebol moderno:
método.