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Futebol Brasileiro

Maiores jogadores da história do Paraguaçuense: craques e personagens inesquecíveis do Azulão

A história do Esporte Clube Paraguaçuense não pode ser contada apenas por títulos e campanhas. Ao longo das décadas, diversos jogadores ajudaram a construir a identidade do Azulão, seja conquistando resultados históricos,…

Blog do Capita

8 min de leitura

A história do Esporte Clube Paraguaçuense não pode ser contada apenas por títulos e campanhas. Ao longo das décadas, diversos jogadores ajudaram a construir a identidade do Azulão, seja conquistando resultados históricos, marcando uma quantidade impressionante de gols ou utilizando o clube como uma das primeiras etapas de uma carreira que posteriormente alcançaria os grandes centros do futebol.

Entre eles aparecem protagonistas do inesquecível título de 1993, jogadores de outras gerações e até nomes que mais tarde ficariam conhecidos nacionalmente, como Marcelinho Paraíba e Narciso.

Há também histórias menos conhecidas fora de Paraguaçu Paulista, mas extraordinárias, como a de Edvaldo Sebastião de Oliveira Urisso, que teve uma estreia impressionante pelo clube em 1989.

Marcelinho Paraíba: do Paraguaçuense para o futebol brasileiro

Para quem acompanhou futebol principalmente a partir do final dos anos 1990, pode ser surpreendente descobrir que Marcelinho Paraíba vestiu a camisa do Paraguaçuense.

Nascido em Campina Grande, Marcelo dos Santos iniciou sua trajetória profissional no Campinense antes de chegar ao futebol paulista.

O UOL registra Marcelinho no Paraguaçuense entre 1993 e 1994, antes de sua passagem pelo Santos.

O detalhe mais interessante aparece no relato do próprio jogador.

Em entrevista ao ge, Marcelinho contou que saiu do Campinense para disputar a Segunda Divisão paulista pelo Paraguaçuense. Segundo ele, marcou 11 gols, destacou-se pela equipe e posteriormente foi emprestado ao Santos juntamente com Narciso.

A passagem pelo Azulão, portanto, aconteceu justamente em um momento decisivo de sua formação profissional.

Depois disso, Marcelinho construiria uma longa carreira, passando por clubes como Santos, São Paulo, Grêmio, Flamengo, Olympique de Marseille, Hertha Berlin, Wolfsburg e outros, além de chegar à Seleção Brasileira.

O pequeno clube do interior paulista passou a ocupar um lugar bastante curioso no currículo de um jogador que posteriormente alcançaria projeção internacional.

Edvaldo Urisso e uma estreia com seis gols

Se Marcelinho Paraíba representa um jogador que utilizou o Paraguaçuense como parte do caminho para uma carreira de grande projeção, Edvaldo Sebastião de Oliveira Urisso protagonizou uma história completamente diferente.

E impressionante.

Um registro histórico publicado pelo perfil do Paraguaçuense relembra sua estreia pelo clube em 21 de maio de 1989, pela 3ª Divisão de Profissionais.

Edvaldo havia chegado ao Azulão na quinta rodada da competição.

O adversário era o Flamengo de Pirajuí.

Jogando no Estádio Municipal Carlos Affini, o Paraguaçuense aplicou uma extraordinária goleada de:

Paraguaçuense 10 x 0 Flamengo de Pirajuí.

Mas o resultado ainda guarda um número mais impressionante.

Segundo o relato histórico, Edvaldo marcou seis gols justamente em sua estreia pelo Paraguaçuense.

Seis gols em uma única partida já seriam suficientes para tornar qualquer atuação memorável. Fazer isso logo na estreia torna o episódio ainda mais especial.

Naquela partida, o Azulão teria atuado com:

Marola; Betão, Cláudio, Montanha e Palito; Marcos Santana, Neu e Licão; Marcelinho Veiga, Fernandinho e Edvaldo.

O treinador era Ditão Boca Negra.

É o tipo de história que ajuda a compreender por que o futebol do interior possui tantos personagens que merecem ser redescobertos.

Nem todos alcançaram posteriormente os grandes clubes do país. Alguns construíram sua importância justamente pelas histórias deixadas dentro de equipes como o Paraguaçuense.

E marcar seis vezes em uma estreia certamente coloca Edvaldo entre esses personagens.

Narciso: outro talento que passou pelo Azulão

Marcelinho Paraíba não foi o único jogador daquele período que posteriormente alcançaria projeção nacional.

Narciso também passou pelo Paraguaçuense antes de construir sua história no Santos.

O defensor chegou à Vila Belmiro no mesmo movimento que levou Marcelinho ao clube santista.

Posteriormente, Narciso se tornaria um jogador bastante identificado com o Santos, disputaria centenas de partidas pelo clube e chegaria à Seleção Brasileira.

Sua passagem por Paraguaçu Paulista reforça um aspecto interessante da história do Azulão: durante determinado período, o clube também funcionou como uma vitrine para jovens jogadores.

Cássio e o hat-trick na campanha histórica

Se Edvaldo possui uma das atuações individuais mais curiosas registradas na história do Paraguaçuense, Cássio está diretamente relacionado à maior conquista coletiva do clube.

Em 12 de dezembro de 1993, o Paraguaçuense enfrentou o União Agrícola Barbarense no Estádio Municipal Carlos Affini.

O Azulão venceu por 4 a 1.

Cássio marcou simplesmente três vezes.

Delém completou a goleada.

O hat-trick em uma partida tão importante transformou Cássio em um dos grandes personagens daquela geração.

É justamente esse tipo de memória que faz com que antigos uniformes representem muito mais do que uma simples peça esportiva. Para quem gosta de resgatar épocas marcantes do futebol, as camisas que carregam lembranças de gerações inesquecíveis ajudam a manter viva essa relação entre clubes, jogadores e torcedores.

Delém: gols nos momentos importantes

Outro jogador fundamental naquela campanha foi Delém.

Ele aparece diretamente em partidas decisivas da trajetória do Paraguaçuense em 1993.

Na vitória por 2 a 1 contra a Francana, Delém marcou um dos gols.

E na goleada por 4 a 1 sobre o União Agrícola Barbarense voltou a balançar as redes, anotando o outro gol da equipe além dos três de Cássio.

Sua capacidade de aparecer ofensivamente em momentos importantes tornou seu nome inseparável daquela geração.

Carlos Alberto e um gol que valeu uma vitória

Carlos Alberto também escreveu seu próprio capítulo.

Em novembro de 1993, o Paraguaçuense recebeu o Comercial de Ribeirão Preto no Carlos Affini.

O jogo terminou:

Paraguaçuense 1 x 0 Comercial.

Carlos Alberto marcou o único gol.

Em uma fase final equilibrada, cada resultado possuía enorme importância. Além de participar defensivamente daquela equipe, Carlos Alberto acabou decidindo uma das vitórias da campanha.

Alexandre Lopes e o gol contra a Francana

Alexandre Lopes foi outro integrante importante daquele elenco.

Em dezembro de 1993, o Paraguaçuense visitou a Francana no Estádio José Lancha Filho.

Alexandre Lopes colocou o Azulão em vantagem logo no início do confronto. A Francana conseguiu empatar posteriormente e a partida terminou em 1 a 1.

O ponto conquistado fora de casa ajudou o Paraguaçuense a continuar sua caminhada naquela reta final.

Carlinhos Preta e a força ofensiva do Azulão

Carlinhos Preta aparece repetidamente nas escalações daquele período.

Além da presença constante no ataque, também deixou sua marca no quadrangular decisivo.

Contra o Comercial, em Ribeirão Preto, foi dele o gol do Paraguaçuense na derrota por 2 a 1.

Mais tarde, estaria novamente entre os titulares na partida histórica contra o União Agrícola Barbarense.

Sílvio: segurança no gol

No outro extremo do campo estava Sílvio.

O goleiro aparece defendendo o Paraguaçuense em diversos confrontos importantes daquela fase e também estava presente na partida que marcou o encerramento da campanha histórica.

Especialmente quando se pesquisa futebol do interior das décadas de 1980 e 1990, nem sempre existem estatísticas individuais completas.

Por isso, a presença constante nas escalações ajuda a demonstrar a importância que determinados atletas possuíam dentro da equipe.

Carlão, Jânio e Haroldo na defesa

A sustentação defensiva daquele Paraguaçuense também passou por jogadores como Carlão, Jânio e Haroldo.

Os três aparecem repetidamente nas formações da fase decisiva.

Enquanto jogadores ofensivos naturalmente ficaram associados aos gols, havia uma estrutura defensiva que permitia ao time competir contra alguns dos adversários tradicionais do interior paulista.

Essa geração acabaria eternizada pelo resultado final da temporada.

Paulo César, Miel, Toti e Fabinho

Outros jogadores também tiveram participação importante.

Paulo César e Miel fizeram parte do meio-campo utilizado pelo Paraguaçuense em momentos importantes da campanha.

Toti aparece em diferentes partidas compondo o setor ofensivo.

E Fabinho conseguiu deixar sua própria marca.

Contra a Francana, foi dele o gol que definiu a vitória por 2 a 1 já perto do fim da partida.

Na goleada sobre o União Agrícola Barbarense, Fabinho também entrou durante o confronto.

Esses nomes ajudam a mostrar que a maior conquista da história do clube foi resultado de um elenco, e não apenas de alguns protagonistas.

1993 e a geração que virou referência

A temporada de 1993 ocupa uma posição especial na história do Paraguaçuense.

O Azulão conquistou a Divisão Intermediária do Campeonato Paulista, competição que correspondia ao segundo nível estadual naquele contexto.

A história, porém, ganhou um capítulo bastante incomum.

O troféu referente à conquista não foi entregue ao clube naquela época.

Passaram-se anos. Depois décadas.

Somente 27 anos depois, em 2020, o Paraguaçuense finalmente recebeu a taça referente ao título.

Para compreender toda essa história, vale conhecer a campanha que transformou o Paraguaçuense campeão e marcou definitivamente o ano de 1993.

Diferentes gerações, diferentes formas de entrar para a história

Escolher os maiores jogadores de um clube com tantas décadas de existência não é simples.

Principalmente porque as estatísticas das divisões inferiores do Campeonato Paulista nas décadas passadas são muito menos completas do que aquelas disponíveis atualmente.

Por isso, existem diferentes maneiras de um jogador conquistar seu espaço na história do Paraguaçuense.

Marcelinho Paraíba representa a projeção: destacou-se pelo Azulão antes de chegar ao Santos e posteriormente construir uma carreira nacional e internacional.

Narciso representa uma trajetória semelhante, saindo do clube para posteriormente se consolidar no Santos.

Edvaldo Urisso representa uma atuação histórica: segundo o registro preservado pelo clube, estreou marcando incríveis seis gols em uma goleada por 10 a 0.

Cássio representa um dos momentos decisivos da maior campanha do Paraguaçuense, com três gols diante do União Agrícola Barbarense.

Delém, Carlos Alberto, Alexandre Lopes, Carlinhos Preta, Sílvio, Carlão, Jânio, Haroldo, Paulo César, Miel, Toti e Fabinho representam a força coletiva de uma geração campeã.

São histórias diferentes, mas todas convergem para o mesmo escudo.

Os personagens que construíram o Azulão

Um clube do interior não vive apenas das temporadas que aparecem nas grandes transmissões.

Sua história também é formada por partidas registradas em jornais antigos, fotografias guardadas durante décadas, relatos de torcedores e jogadores que continuam sendo lembrados muito tempo depois de pendurarem as chuteiras.

Imagine algumas dessas cenas.

1989: Edvaldo chega ao Paraguaçuense e, segundo o registro histórico, marca seis vezes em sua estreia.

1993: Cássio faz três diante do União Agrícola Barbarense enquanto o Azulão vive a campanha de sua maior conquista.

Anos 1990: Marcelinho Paraíba veste a camisa do clube antes de seguir para o Santos e iniciar uma trajetória que posteriormente chegaria à Europa e à Seleção Brasileira.

São capítulos que ajudam a explicar por que a história do Paraguaçuense vai muito além de uma tabela de campeonatos.

No Carlos Affini passaram jogadores, personagens e gerações que construíram aquilo que o torcedor conhece simplesmente como:

Azulão do Vale.

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