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Futebol Internacional

Maiores laterais direitos da história do Real Madrid

O Real Madrid construiu sua história com alguns dos maiores jogadores do futebol mundial, e a lateral direita não é exceção. Em diferentes gerações, o clube contou com defensores capazes de combinar…

Blog do Capita

7 min de leitura

O Real Madrid construiu sua história com alguns dos maiores jogadores do futebol mundial, e a lateral direita não é exceção. Em diferentes gerações, o clube contou com defensores capazes de combinar marcação, velocidade, resistência e participação ofensiva.

De Marquitos, integrante do time que dominou a Europa nos anos 1950, passando pela longevidade de Chendo e pelo espírito competitivo de Míchel Salgado, até chegar à geração multicampeã de Dani Carvajal, a posição acompanhou praticamente todas as grandes eras madridistas.

A seguir, relembre alguns dos maiores laterais direitos da história do Real Madrid.

1. Dani Carvajal

Dani Carvajal construiu uma trajetória extraordinária no Real Madrid e encerrou sua passagem pelo time principal em 2026 como um dos jogadores mais vencedores da história do clube.

Formado nas categorias inferiores madridistas, Carvajal chegou à base em 2002. Depois de uma temporada no Bayer Leverkusen, retornou para assumir a lateral direita do Real na temporada 2013/14.

O resultado foi uma coleção impressionante de títulos.

Em 13 temporadas na equipe principal, conquistou 27 troféus, incluindo seis Champions League, quatro Campeonatos Espanhóis e duas Copas do Rei. O clube registra 451 partidas e 14 gols em sua trajetória.

Carvajal ainda marcou na final da Champions de 2024 contra o Borussia Dortmund e foi escolhido o melhor jogador daquela decisão. Além disso, foi titular nas seis finais de Copa da Europa que conquistou.

Sua combinação de títulos, longevidade e protagonismo coloca seu nome inevitavelmente entre os grandes símbolos da lateral direita madridista.

Para quem acompanha também a evolução dos uniformes do clube, a camisa do Real Madrid Home versão jogador representa justamente a geração moderna do gigante espanhol.

2. Chendo

Antes de Carvajal, Miguel Porlán “Chendo” foi durante muitos anos a grande referência histórica da posição.

O espanhol praticamente dedicou sua carreira inteira ao Real Madrid. Chegou às categorias inferiores do clube e permaneceu no time principal entre 1982 e 1998.

Foram nada menos que 497 partidas oficiais, segundo os registros do próprio Real Madrid.

Chendo não era conhecido por números ofensivos espetaculares. Seu futebol estava ligado principalmente à disciplina defensiva, resistência, posicionamento e enorme espírito competitivo.

Um de seus episódios mais famosos aconteceu contra o Napoli pela Copa dos Campeões de 1987, quando recebeu a difícil missão de marcar Diego Maradona.

Ele atravessou diferentes gerações e esteve presente na época da lendária Quinta del Buitre, conquistando títulos nacionais e continentais.

Sua longevidade ajuda a explicar por que permaneceu durante décadas como uma das maiores referências quando se falava em lateral direito do Real Madrid.

3. Míchel Salgado

Se Chendo representava segurança e regularidade, Míchel Salgado acrescentou enorme intensidade à posição.

Contratado junto ao Celta de Vigo em 1999, rapidamente se transformou em titular.

Salgado tinha um estilo extremamente competitivo. Marcava forte, corria durante praticamente toda a partida e também aparecia constantemente no campo ofensivo.

Permaneceu durante dez temporadas e realizou 371 partidas oficiais pelo Real Madrid.

Sua passagem coincidiu com a primeira fase dos Galácticos, convivendo com jogadores como Zidane, Ronaldo, Figo, Roberto Carlos, Raúl e Beckham.

Foi também titular na campanha da Champions League de 2001/02, encerrada com o inesquecível gol de Zidane na final contra o Bayer Leverkusen.

Salgado conquistou duas Champions League e quatro Campeonatos Espanhóis, além de outros troféus. Sua entrega em campo fez dele um dos jogadores mais identificados com aquela geração.

4. Marquitos

É impossível contar a história da posição sem voltar aos anos 1950.

Marcos Alonso Imaz, o Marquitos, foi o lateral direito de uma das equipes mais dominantes que o futebol europeu já conheceu.

Defendeu o Real Madrid entre 1954 e 1962 e disputou mais de 220 partidas oficiais pelo clube. O próprio Real o descreve como um defensor versátil cuja posição natural era a lateral direita, embora também pudesse atuar como zagueiro.

Marquitos integrou a equipe que conquistou cinco Copas dos Campeões consecutivas.

Na primeira final, contra o Stade de Reims em 1956, fez algo ainda mais especial: marcou o gol que deixou o jogo empatado em 3 a 3 antes da virada definitiva madridista.

Era a equipe de Alfredo Di Stéfano, Francisco Gento, Héctor Rial e posteriormente Ferenc Puskás.

Se Carvajal simboliza uma das maiores dinastias europeias modernas do Real Madrid, Marquitos representou justamente a dinastia que iniciou essa tradição.

5. Álvaro Arbeloa

Álvaro Arbeloa talvez não tivesse o mesmo protagonismo ofensivo de outros laterais desta lista, mas desempenhou um papel importante durante uma fase de transformação do Real Madrid.

Formado nas categorias inferiores do clube, deixou Madri antes de se consolidar no time principal e retornou em 2009 depois de passagens por Deportivo La Coruña e Liverpool.

Sua principal virtude era a versatilidade.

Arbeloa podia atuar tanto na lateral direita quanto na esquerda e, quando necessário, desempenhar funções mais defensivas.

Participou da equipe de José Mourinho que conquistou a histórica LaLiga de 2011/12 com 100 pontos e também fez parte dos elencos campeões europeus de 2014 e 2016.

Não foi tão dominante individualmente quanto Carvajal ou Salgado, mas sua confiabilidade tática tornou-o extremamente útil durante várias temporadas.

6. Atienza II

Outro nome das primeiras décadas de ouro do Real Madrid é Ángel Atienza, o Atienza II.

Atuou no clube entre 1954 e 1960 e participou diretamente da construção da primeira grande dinastia europeia madridista.

Foram 99 partidas oficiais, e o Real Madrid o destaca como um dos defensores habituais dos elencos das primeiras conquistas da Copa dos Campeões.

Esteve em decisões históricas, incluindo as finais contra o Stade de Reims em 1956 e contra o Milan em 1958.

Atienza também participou de três títulos do Campeonato Espanhol.

É um jogador menos conhecido pelas gerações atuais, mas fundamental para compreender a formação da tradição defensiva do clube.

7. Christian Panucci

O italiano Christian Panucci teve uma passagem relativamente curta pelo Real Madrid, mas bastante relevante.

Chegou em 1996, vindo do Milan, e trouxe uma característica incomum para a época: era um lateral fisicamente forte, eficiente defensivamente e capaz de participar do ataque.

Panucci fez parte do elenco que conquistou a Champions League de 1997/98, encerrando um jejum madridista de 32 anos sem levantar a principal competição europeia.

Aquele período marcou uma transformação importante na história recente do clube.

Poucos anos antes, o Real atravessava outra fase bastante interessante. Para entender aquela geração imediatamente anterior, vale conhecer a brilhante temporada do Real Madrid de 1992/1993 e alguns dos personagens daquele elenco.

Panucci acabou deixando o clube em 1999, justamente no momento em que Míchel Salgado assumiria definitivamente a posição.

8. Lucas Vázquez

Lucas Vázquez merece uma menção diferente porque sua origem não é propriamente a de lateral direito.

Formado como jogador ofensivo, principalmente como ponta, passou progressivamente a desempenhar funções na lateral e tornou-se uma alternativa recorrente no setor.

Sua importância aumentou especialmente quando o Real precisava substituir Carvajal.

Além da versatilidade, Lucas construiu forte identificação com o clube e participou de uma das fases mais vencedoras de sua história europeia.

Talvez não possa ser comparado aos grandes especialistas da posição em termos estritamente defensivos, mas sua contribuição durante tantos anos faz com que mereça espaço quando analisamos a evolução recente da lateral direita madridista.

Outros laterais direitos importantes do Real Madrid

Uma história tão extensa naturalmente apresenta outros jogadores que passaram pela posição.

Ángel, Quique Wolff, Juan José, Carlos Secretário, Cicinho, Danilo e Achraf Hakimi aparecem em diferentes momentos da trajetória madridista.

Alguns permaneceram pouco tempo; outros enfrentaram concorrência muito forte. Hakimi, por exemplo, foi formado pelo Real Madrid e posteriormente se transformou em um dos laterais mais destacados de sua geração atuando em outros clubes.

Isso também mostra como é difícil permanecer muitos anos como titular no Santiago Bernabéu.

A lateral direita nas diferentes gerações do Real Madrid

Existe uma interessante sequência histórica quando observamos os principais nomes da posição.

Marquitos esteve presente na formação da primeira dinastia europeia. Chendo atravessou a geração da Quinta del Buitre. Salgado foi um dos pilares defensivos da era dos Galácticos. Carvajal participou de outra dinastia europeia, iniciada com a Décima em 2014.

Enquanto os laterais ajudaram a construir essa história pelas extremidades do campo, outras posições também produziram verdadeiras lendas. No gol, por exemplo, Casillas, Buyo e outros nomes marcaram diferentes períodos. Veja também nosso especial sobre os melhores goleiros da história do Real Madrid.

É justamente essa capacidade de renovar grandes jogadores sem perder a identidade vencedora que ajuda a explicar a longevidade do Real Madrid entre os protagonistas do futebol mundial.

Quem foi o maior lateral direito da história do Real Madrid?

Dani Carvajal e Chendo formam o principal debate histórico da posição.

Chendo possui uma trajetória extraordinária de 497 partidas e passou praticamente toda a carreira profissional ligada ao Real Madrid.

Carvajal, por sua vez, terminou sua passagem em 2026 com 451 jogos, 27 títulos e seis Champions League, além de ter sido titular nas seis finais europeias que venceu.

Marquitos pertence a uma época muito diferente, mas também possui um argumento histórico extraordinário: participou das cinco primeiras conquistas consecutivas da Copa dos Campeões.

Assim, mais do que uma única geração privilegiada, o Real Madrid conseguiu produzir ou contratar laterais direitos importantes durante praticamente toda sua história.

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