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Futebol Brasileiro

Quais os maiores goleiros da história do Fluminense?

Poucos clubes brasileiros possuem uma tradição de goleiros tão rica quanto o Fluminense. Das primeiras décadas do futebol nacional às conquistas recentes, nomes de diferentes gerações ajudaram a transformar a posição em…

Blog do Capita

8 min de leitura

Poucos clubes brasileiros possuem uma tradição de goleiros tão rica quanto o Fluminense. Das primeiras décadas do futebol nacional às conquistas recentes, nomes de diferentes gerações ajudaram a transformar a posição em uma parte importante da identidade tricolor.

O maior símbolo é Castilho, recordista de partidas pelo clube e personagem tão importante que atualmente dá nome ao centro de treinamento do Fluminense. Mas a história passa também por Marcos de Mendonça, Batatais, Félix, Paulo Victor, Diego Cavalieri, Fernando Henrique, Ricardo Berna, Fábio e outros goleiros marcantes.

Levando em consideração identificação com o clube, desempenho, títulos, longevidade e importância histórica, conheça alguns dos maiores goleiros da história do Fluminense.

1. Castilho

Carlos José Castilho ocupa um lugar praticamente único na história tricolor.

O goleiro defendeu o Fluminense por aproximadamente duas décadas e permanece como o jogador com mais partidas pelo clube. As próprias fontes históricas do Flu registram aproximadamente 700 jogos — há pequenas diferenças de contagem entre publicações do clube, que apontam 697 ou 698 partidas.

Mais impressionante ainda é sua relação com a torcida. Castilho recebeu apelidos como “São Castilho” e tornou-se conhecido por uma história extrema: depois de conviver com problemas no dedo mínimo da mão esquerda, optou pela amputação para reduzir o período em que ficaria afastado dos gramados.

Dentro de campo, seu currículo foi extraordinário. Conquistou pelo Fluminense a Copa Rio de 1952, os Campeonatos Cariocas de 1951, 1959 e 1964 e os Torneios Rio-São Paulo de 1957 e 1960. Também fez parte das seleções brasileiras campeãs mundiais em 1958 e 1962.

Sua importância é tamanha que o centro de treinamento do clube recebeu oficialmente o nome de CT Carlos Castilho.

2. Félix

Félix Miéli Venerando é outro gigante da posição.

Contratado pelo Fluminense em 1968, tornou-se protagonista de uma das grandes fases da história do clube. Foi o goleiro da equipe campeã brasileira de 1970 e participou de importantes conquistas estaduais.

Na partida decisiva daquele Brasileiro, diante do Atlético-MG, Félix estava no gol tricolor no empate por 1 a 1 que confirmou o título diante de mais de 100 mil torcedores no Maracanã.

Sua história ultrapassou as Laranjeiras. Félix também foi o goleiro titular da Seleção Brasileira campeã da Copa do Mundo de 1970, integrando uma das equipes mais celebradas da história do futebol.

Os registros históricos do Fluminense apontam 319 partidas pelo clube, colocando-o entre os jogadores que mais defenderam o Tricolor.

3. Paulo Victor

Se Castilho marcou principalmente as décadas de 1950 e 1960 e Félix ficou associado à geração de 1970, Paulo Victor foi um dos grandes símbolos dos anos 1980.

Ele chegou ao Fluminense em 1981 e permaneceu até 1988.

Foram 365 partidas, número que o clube aponta como a segunda maior quantidade entre seus goleiros.

Paulo Victor viveu justamente uma das fases mais vitoriosas da história tricolor: foi tricampeão carioca em 1983, 1984 e 1985 e campeão brasileiro em 1984.

Suas atuações também renderam espaço na Seleção Brasileira. Foi convocado pela primeira vez em 1983 e integrou o grupo do Brasil na Copa do Mundo de 1986.

4. Marcos de Mendonça

Para compreender verdadeiramente a tradição de goleiros do Fluminense é necessário voltar ao começo do século XX.

Marcos de Mendonça defendeu o clube entre 1914 e 1928 e conquistou os Campeonatos Cariocas de 1917, 1918 e 1919.

Mais do que um grande jogador do Fluminense, ele ocupa um lugar especial na própria história do futebol brasileiro: o clube o identifica como o primeiro goleiro da história da Seleção Brasileira.

Foram 127 partidas pelo Tricolor, além de 15 atuações pela Seleção.

É uma trajetória que mostra como a tradição do Fluminense na posição começou muito antes da era do Maracanã.

Ao longo das décadas, essa história continuaria também através das categorias de base. É uma característica que não se limita aos goleiros: vários nomes importantes do futebol brasileiro passaram por Xerém. Vale conhecer também os maiores jogadores revelados pela base do Fluminense para entender a dimensão desse trabalho de formação.

5. Diego Cavalieri

Diego Cavalieri ocupa uma posição de destaque entre os goleiros da história recente do Fluminense.

Depois de experiências por Palmeiras, Liverpool e Cesena, chegou ao Tricolor em 2011.

Seu grande momento aconteceu em 2012.

Cavalieri foi um dos pilares da campanha do título brasileiro daquele ano, em uma equipe que contava com jogadores como Fred, Thiago Neves, Deco, Wellington Nem e Jean.

Além das defesas importantes, transmitia enorme segurança a uma equipe que terminou a competição com uma campanha dominante.

Sua passagem pelo clube se estendeu até 2017. Uma relação histórica de jogadores do Fluminense registra 352 partidas de Cavalieri, colocando-o entre os atletas que mais atuaram pelo clube.

Para quem gosta justamente dos uniformes daquele período de grandes conquistas nacionais, a camisa do Fluminense 2010 Third remete à geração que iniciou aquela fase vencedora do clube.

6. Batatais

Batatais é um daqueles personagens que ajudam a conectar diferentes épocas da história tricolor.

O goleiro defendeu o Fluminense entre 1935 e 1946, período anterior à chegada de Castilho.

Segundo os registros históricos do clube, disputou 309 partidas, número impressionante considerando a época em que atuou.

Também teve trajetória importante pela Seleção Brasileira e participou da Copa do Mundo de 1938.

Sua presença entre os grandes goleiros tricolores é fundamental porque demonstra que o clube já possuía tradição na posição antes mesmo do surgimento daquele que posteriormente se transformaria em seu maior símbolo.

7. Fernando Henrique

Fernando Henrique representa uma geração muito diferente.

Formado nas categorias de base do Fluminense, chegou ao sub-20 em 2002 e conquistou espaço gradualmente no profissional.

Viveu momentos de enorme pressão, mas também participou de uma fase importante da reconstrução esportiva do clube.

Esteve no grupo campeão carioca de 2005, participou da geração campeã da Copa do Brasil de 2007 e fez parte do elenco que conquistou o Campeonato Brasileiro de 2010.

Também viveu a dramática campanha de recuperação no Brasileirão de 2009, quando o Fluminense conseguiu escapar de um rebaixamento que durante boa parte do campeonato parecia extremamente provável.

Fernando Henrique talvez não tenha alcançado a dimensão histórica de Castilho, Félix ou Paulo Victor, mas sua longevidade e participação em diferentes momentos importantes fazem dele um dos goleiros mais lembrados pelo torcedor no século XXI.

8. Ricardo Berna

Ricardo Berna é outro nome diretamente associado à reconstrução do Fluminense durante os anos 2000 e ao período vitorioso do começo da década seguinte.

Contratado em 2005, inicialmente ocupou posições secundárias no elenco. A oportunidade apareceu na reta final do Campeonato Brasileiro de 2006, quando assumiu a titularidade e ajudou o clube na luta contra o rebaixamento.

Berna permaneceu oito anos no Fluminense.

Durante esse período, participou das conquistas da Copa do Brasil de 2007 e dos Campeonatos Brasileiros de 2010 e 2012.

Mesmo alternando entre reserva e titular em diferentes momentos, acumulou identificação com o clube e fez parte de uma das sequências mais vencedoras da história recente tricolor.

9. Paulo Goulart

Paulo Goulart merece atenção especial principalmente por uma característica: sua capacidade nas cobranças de pênalti.

Ele chegou ao Fluminense em 1971 para atuar nas categorias de base e subiu ao profissional em 1976.

O próprio clube o apresenta como o maior pegador de pênaltis da história do Fluminense.

Seu currículo também é relevante.

Foi campeão carioca em 1980, 1983 e 1984 e participou da conquista do Campeonato Brasileiro de 1984.

Acabou dividindo parte de sua trajetória com Paulo Victor, outro gigante da posição, o que torna aquela geração particularmente interessante quando analisamos a tradição de goleiros do Fluminense.

10. Fábio

Fábio apresenta uma situação diferente dos demais nomes desta relação.

Ele construiu a maior parte de sua carreira e de sua história em outro clube, mas sua passagem pelo Fluminense acrescentou conquistas de enorme peso à sua trajetória.

Sua chegada ao Tricolor ocorreu já como um jogador extremamente experiente. Mesmo assim, tornou-se uma peça importante da equipe.

O grande momento veio em 2023, quando o Fluminense conquistou pela primeira vez a Copa Libertadores da América.

No ano seguinte, Fábio também esteve na conquista da Recopa Sul-Americana de 2024.

Por ter chegado ao clube em uma fase avançada da carreira, sua identificação histórica é diferente daquela construída por Castilho ou Paulo Victor durante muitos anos. Em contrapartida, poucos goleiros do Fluminense podem colocar uma Libertadores no currículo.

Uma tradição que atravessa gerações

Observar essa sequência revela algo curioso.

O Fluminense teve goleiros importantes praticamente em todas as grandes fases de sua história.

Marcos de Mendonça esteve no início do futebol brasileiro. Batatais brilhou nas décadas de 1930 e 1940. Castilho transformou-se em lenda. Félix foi campeão brasileiro e mundial. Paulo Victor comandou o gol da geração dos anos 1980. Fernando Henrique, Ricardo Berna e Diego Cavalieri atravessaram a reconstrução e as conquistas nacionais do século XXI. Fábio participou da inédita Libertadores.

É também por isso que uniformes de diferentes épocas carregam tanta memória para o torcedor. Na Loja do Capita é possível encontrar camisa de time de clubes e seleções de diferentes gerações, incluindo modelos inspirados em períodos históricos do futebol.

Quem é o maior goleiro da história do Fluminense?

Considerando a trajetória completa pelo clube, Castilho possui argumentos históricos incomparáveis.

Ele reúne longevidade, títulos, recorde de partidas e uma identificação extraordinária com o Fluminense. O próprio clube o trata como uma de suas maiores lendas e batizou seu centro de treinamento em sua homenagem.

Félix e Paulo Victor aparecem como outros dois nomes fundamentais quando observamos conquistas nacionais e importância em suas respectivas gerações.

Diego Cavalieri, por sua vez, tornou-se uma das principais referências modernas, enquanto Fábio adicionou à história dos goleiros tricolores o título mais aguardado pelo clube: a Libertadores.

Mais do que produzir um único grande camisa 1, o Fluminense construiu uma verdadeira linhagem de goleiros, iniciada nos primeiros anos do futebol brasileiro e que continua atravessando gerações.

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