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Futebol Brasileiro

Quais são os maiores jogadores revelados pela base do Fluminense?

Poucos centros de formação no futebol brasileiro possuem uma identidade tão conhecida quanto Xerém, casa das categorias de base do Fluminense. O próprio clube trata o local como uma verdadeira fábrica de…

Blog do Capita

9 min de leitura

Poucos centros de formação no futebol brasileiro possuem uma identidade tão conhecida quanto Xerém, casa das categorias de base do Fluminense. O próprio clube trata o local como uma verdadeira fábrica de talentos, responsável por formar jogadores que chegaram à Seleção Brasileira, conquistaram a Libertadores e construíram carreiras de destaque na Europa.

Marcelo, Thiago Silva, Fabinho e Gerson estão entre os nomes mais famosos. Em gerações mais recentes, jogadores como André, João Pedro, Martinelli, Luiz Henrique e John Kennedy ajudaram a manter a tradição.

Mas quem foram os maiores?

Considerando carreira, títulos, desempenho no Fluminense, Seleção Brasileira e importância alcançada no futebol internacional, selecionamos alguns dos principais jogadores formados em Xerém.

1. Marcelo

Se a avaliação levar em conta principalmente o tamanho da carreira construída depois de sair do Fluminense, Marcelo tem argumentos muito fortes para ocupar o primeiro lugar.

O lateral passou pelo futsal tricolor antes de seguir para o futebol de campo em Xerém. O próprio Fluminense destaca Marcelo como um dos primeiros grandes frutos da integração entre essas duas etapas da formação.

Depois de surgir profissionalmente pelo Flu, transferiu-se para o Real Madrid, onde se transformou em um dos laterais mais importantes de sua geração.

Sua trajetória na Espanha incluiu uma coleção extraordinária de títulos nacionais e internacionais, além de uma longa passagem pela Seleção Brasileira.

E sua história com o Fluminense ainda teria um capítulo especial.

Marcelo retornou ao clube em 2023 e participou da conquista inédita da Copa Libertadores, completando um ciclo raro: saiu de Xerém para conquistar o mundo e voltou para levantar o principal troféu da América do Sul pelo clube que o formou.

2. Thiago Silva

Thiago Silva é outro nome indispensável em qualquer discussão sobre os maiores talentos ligados à formação do Fluminense.

Existe uma particularidade em sua história: ele passou pelas categorias de base tricolores, saiu antes de se consolidar profissionalmente e posteriormente retornou ao clube. O próprio Fluminense o reconhece oficialmente como um Moleque de Xerém, classificação que o jogador também já adotou publicamente.

Sua carreira posteriormente atingiu um patamar internacional extraordinário.

Thiago Silva passou por Milan, Paris Saint-Germain e Chelsea, além de se transformar em um dos zagueiros brasileiros mais importantes de sua geração.

Com o Chelsea, conquistou a Champions League.

Pela Seleção Brasileira, disputou diversas grandes competições e acumulou uma longa trajetória internacional.

Anos depois, retornou ao Fluminense, reforçando novamente sua identificação com o clube.

3. Fabinho

Talvez nenhum jogador demonstre tão bem a capacidade de Xerém de formar atletas para diferentes funções quanto Fabinho.

Revelado pelo Fluminense, ele construiu praticamente toda sua projeção esportiva no exterior.

Passou pelo Monaco e posteriormente chegou ao Liverpool, onde se tornou uma peça fundamental da equipe dirigida por Jürgen Klopp.

Fabinho esteve na final da Champions League de 2019 e terminou aquela edição como campeão europeu. A base do Fluminense chegou, inclusive, a registrar uma sequência de sete finais consecutivas da competição com pelo menos um jogador formado em Xerém relacionado, graças principalmente às participações de Marcelo, Thiago Silva e Fabinho.

No Liverpool, o volante também participou de conquistas como Premier League, Mundial de Clubes e outros títulos.

É um dos exemplos mais importantes da dimensão internacional alcançada pela base tricolor.

4. Gerson

Gerson chegou muito jovem ao profissional do Fluminense e rapidamente chamou atenção por sua técnica.

O meia foi negociado ainda no começo da carreira com o futebol europeu e passou pela Roma e pela Fiorentina.

Posteriormente, sua trajetória ganhou enorme destaque também no futebol brasileiro.

Sua capacidade de atuar em diferentes funções no meio-campo, carregar a bola e participar da construção ofensiva fez dele um dos jogadores mais conhecidos de sua geração.

O Fluminense já o destacou entre os jogadores de Xerém que chegaram às principais ligas europeias.

5. André

André representa uma geração mais recente da fábrica de Xerém.

O volante subiu ao profissional e gradualmente se transformou em uma das peças mais importantes do Fluminense.

Seu grande momento pelo clube aconteceu na histórica temporada de 2023.

André foi titular da equipe campeã da Libertadores e esteve entre os cinco jogadores formados no clube utilizados por Fernando Diniz na decisão continental.

Além do título, seu desempenho pelo Fluminense abriu as portas da Seleção Brasileira e posteriormente do futebol europeu.

É um exemplo importante de como Xerém continuou produzindo jogadores de alto nível mesmo décadas depois das gerações de Marcelo e Thiago Silva.

6. Pedro

Antes de se consolidar como um dos principais centroavantes brasileiros de sua geração, Pedro surgiu justamente no Fluminense.

Sua formação aconteceu em Xerém.

Em 2018, enquanto ainda defendia o Tricolor, seu desempenho no Campeonato Brasileiro foi suficiente para render uma convocação para a Seleção Brasileira principal. Na época, o próprio clube o utilizava como exemplo para os atacantes das categorias inferiores.

Uma grave lesão interrompeu aquele momento de ascensão, mas sua carreira posteriormente confirmou o potencial demonstrado no Fluminense.

Pedro conquistaria títulos importantes no futebol brasileiro e voltaria a chegar à Seleção.

7. Rafael

O lateral-direito Rafael também começou sua formação no Fluminense antes de construir uma longa carreira no futebol europeu.

Ele se destacou principalmente pelo Manchester United, clube no qual atuou por várias temporadas e conquistou títulos ingleses.

Posteriormente, passou pelo Lyon.

Rafael aparece nos levantamentos do próprio Fluminense entre os jogadores revelados em Xerém que chegaram às principais ligas europeias e à Champions League.

Sua carreira internacional o coloca entre as revelações de maior projeção produzidas pelo clube.

8. Carlos Alberto

Uma das grandes revelações tricolores do começo dos anos 2000 foi Carlos Alberto.

Meia de muita qualidade técnica, apareceu muito jovem pelo Fluminense e rapidamente chamou a atenção do futebol europeu.

Transferiu-se para o Porto e participou de um dos momentos mais importantes da história do clube português: a conquista da Champions League de 2003/04, sob o comando de José Mourinho.

Carlos Alberto marcou justamente na final contra o Monaco.

Depois, teve uma carreira marcada por passagens por diversos grandes clubes brasileiros. O próprio Fluminense o relaciona entre suas principais revelações de Xerém.

9. João Pedro

João Pedro é outro atacante que saiu muito jovem de Xerém para o futebol inglês.

Antes mesmo de completar uma longa trajetória pelo profissional do Fluminense, seu talento já havia despertado interesse internacional.

O atacante posteriormente construiu sua carreira na Inglaterra e também chegou à Seleção Brasileira.

O Fluminense inclui João Pedro oficialmente entre as principais revelações recentes de seu sistema de formação.

Sua história também representa uma característica cada vez mais comum de Xerém: jogadores que passam pouco tempo no profissional antes de serem negociados com grandes mercados internacionais.

10. John Kennedy

John Kennedy merece um lugar especial nessa relação pelo que realizou diretamente vestindo a camisa do Fluminense.

Formado em Xerém, o atacante ficou definitivamente marcado na história do clube em 4 de novembro de 2023.

Na final da Libertadores contra o Boca Juniors, no Maracanã, foi dele o gol que colocou o Fluminense novamente à frente na prorrogação e ajudou a definir a conquista continental.

O próprio clube destacou posteriormente John Kennedy como exemplo para os jovens das categorias de base.

Independentemente dos caminhos posteriores de sua carreira, aquele gol já garante ao atacante um lugar permanente na história tricolor.

Outros grandes jogadores revelados pelo Fluminense

Uma lista limitada a dez nomes inevitavelmente deixa jogadores importantes de fora.

Arouca, por exemplo, surgiu no Fluminense e posteriormente construiu uma carreira vitoriosa no futebol brasileiro. Diego Souza teve longa trajetória por grandes clubes e chegou à Seleção Brasileira. Roger Flores também foi formado pelo Tricolor.

Em gerações mais recentes, nomes como Martinelli, Luiz Henrique, Alexsander e Matheus Martins reforçaram a produção de Xerém.

A importância dessa formação ficou evidente na conquista da Libertadores de 2023. Na final, Fernando Diniz utilizou Marcelo, André, Martinelli, Marlon e John Kennedy, todos com passagem pela formação tricolor.

Por que a base do Fluminense é chamada de Xerém?

Xerém é um distrito de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, onde está instalado o centro de formação das categorias de base do Fluminense.

Com o passar das décadas, o nome deixou de representar apenas uma localização.

“Moleques de Xerém” virou praticamente uma marca para identificar os jogadores formados pelo clube.

O Fluminense possui uma estrutura específica para as divisões inferiores, com campos, academias e alojamentos destinados ao desenvolvimento dos jovens.

A história da formação tricolor remonta à década de 1980 e tornou-se tão relevante para a identidade do clube que o próprio Fluminense lançou um livro dedicado à trajetória de Xerém.

Para conhecer também outras histórias, títulos, jogadores e momentos marcantes do clube, vale visitar nosso especial sobre a história do Fluminense e suas diferentes gerações.

Xerém virou uma fábrica de jogadores para o mundo

Os resultados da base não ficaram limitados ao Fluminense.

Em diferentes períodos, o clube apareceu entre os principais formadores brasileiros com atletas atuando nas maiores competições europeias.

Em 2017/18, por exemplo, um levantamento divulgado pelo próprio Fluminense registrou oito jogadores formados no clube atuando nas grandes ligas europeias: Marcelo, Thiago Silva, Rafael, Fabinho, Kenedy, Gerson, Marlon e Ailton.

Marcelo, Thiago Silva e Fabinho também ajudaram Xerém a construir uma sequência impressionante de representantes em finais de Champions League.

É uma produção que atravessa gerações.

A formação começa muito antes do profissional

Quando vemos um jogador de Xerém estrear no Maracanã, normalmente existe uma história de vários anos antes daquele momento.

Alguns chegam ainda crianças e passam por diferentes categorias até o profissional.

É justamente essa ligação entre infância, formação e identidade tricolor que torna a base tão importante para o clube. Para os pequenos torcedores que já começam a criar essa relação com o Flu, o kit infantil do Fluminense representa as cores de uma tradição que produziu diferentes gerações de jogadores.

E muitos dos maiores nomes de Xerém também começaram assim: como garotos tentando conquistar espaço até chegar ao time principal.

Afinal, quem foi a maior revelação da base do Fluminense?

Não existe uma resposta puramente objetiva porque os jogadores construíram carreiras muito diferentes.

Marcelo alcançou um patamar extraordinário no futebol europeu e ainda voltou para conquistar a Libertadores pelo Fluminense. Thiago Silva tornou-se um dos grandes zagueiros brasileiros de sua geração. Fabinho foi campeão europeu e inglês pelo Liverpool. Gerson, André, Pedro e outros representam diferentes fases da produção tricolor.

Se o objetivo for compreender a dimensão de Xerém, porém, talvez o mais importante não seja escolher apenas um nome.

A grande marca da base do Fluminense é sua continuidade.

De jogadores consagrados mundialmente como Marcelo e Thiago Silva até gerações mais recentes de André, João Pedro e John Kennedy, Xerém conseguiu permanecer relevante durante décadas.

E a conquista da Libertadores de 2023, com cinco jogadores formados pelo clube participando da final, talvez seja uma das melhores demonstrações de como essa tradição continua ligada à própria identidade do Fluminense.

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