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Futebol Internacional

Maiores goleiros da história do Sevilla

O Sevilla construiu boa parte de sua identidade com jogadores de personalidade, especialmente em uma posição que exige segurança nos momentos decisivos. Ao longo de mais de um século, o clube teve…

Blog do Capita

7 min de leitura

O Sevilla construiu boa parte de sua identidade com jogadores de personalidade, especialmente em uma posição que exige segurança nos momentos decisivos. Ao longo de mais de um século, o clube teve goleiros que atravessaram períodos muito diferentes: das primeiras grandes conquistas nacionais à transformação do Sevilla em uma das grandes forças das competições europeias.

Nomes como Andrés Palop, Juan Carlos Unzué, Yassine Bono, Superpaco e Sergio Rico representam gerações distintas, mas todos deixaram sua marca no Ramón Sánchez-Pizjuán.

A seguir, relembre alguns dos maiores goleiros da história do Sevilla.

1. Andrés Palop

Quando se fala em goleiro histórico do Sevilla, Andrés Palop ocupa uma posição especial.

Contratado em 2005 depois de passar pelo Valencia, tornou-se um dos protagonistas da transformação esportiva vivida pelo clube durante a segunda metade daquela década. O próprio Sevilla o descreve como um dos grandes referentes de sua história recente.

Palop esteve no gol durante uma sequência extraordinária de conquistas, incluindo as Copas da UEFA de 2005/06 e 2006/07, além da Copa do Rei e da Supercopa da Espanha.

Mas existe uma partida que resume perfeitamente sua capacidade de aparecer em momentos decisivos.

Nas oitavas de final da Copa da UEFA de 2006/07 contra o Shakhtar Donetsk, o Sevilla estava praticamente eliminado quando Palop foi para a área adversária no último lance e marcou de cabeça o gol que levou a decisão para a prorrogação. O Sevilla virou a eliminatória e posteriormente conquistou novamente o torneio.

Na final contra o Espanyol, Palop voltou a ser protagonista ao defender três cobranças na disputa por pênaltis.

Poucos goleiros conseguiram participar de maneira tão direta de momentos históricos do clube.

2. Yassine Bono

Yassine Bounou, o Bono, protagonizou uma das maiores passagens recentes de um goleiro pelo Sevilla.

O marroquino chegou inicialmente por empréstimo em 2019 e ganhou espaço justamente em uma temporada que terminaria com mais uma conquista europeia.

Bono foi fundamental na Europa League de 2019/20, especialmente nas fases decisivas.

Posteriormente, tornou-se titular absoluto e atingiu um nível extraordinário. Na temporada 2021/22, recebeu o Troféu Zamora, depois de fazer parte da defesa com melhor registro de LaLiga. Seu desempenho o levou ainda à lista dos candidatos ao prêmio The Best da FIFA.

Em 2021, Bono terminou o ano com o maior número de partidas sem sofrer gols entre goleiros das principais ligas europeias.

E ainda havia mais história pela frente.

Em 2022/23, fez parte do elenco que conquistou novamente a Europa League antes de deixar o clube.

A trajetória de Bono combina desempenho individual de alto nível com conquistas continentais, colocando o marroquino entre os grandes goleiros sevillistas do século XXI.

3. Juan Carlos Unzué

Os torcedores que acompanharam o Sevilla durante os anos 1990 certamente guardam lembranças de Juan Carlos Unzué.

O goleiro chegou ao clube no verão europeu de 1990 e permaneceu até 1997, completando sete temporadas no Sánchez-Pizjuán.

Foi justamente durante esse período que o Sevilla contou com jogadores como Diego Maradona, Davor Šuker e Diego Simeone.

Quem gosta dessa geração pode encontrar também a camisa do Sevilla 1991/1992 Home, representativa de uma época muito lembrada pelos colecionadores de uniformes clássicos.

Unzué conquistou uma identificação tão forte com o clube que, décadas depois de encerrar sua passagem como jogador, foi escolhido para integrar o Hall da Fama do Sevilla.

Ele próprio afirmou que o Sevilla foi o clube onde passou mais temporadas durante sua carreira.

4. Superpaco

Muito antes da fase de conquistas europeias, Francisco Ruiz Brenes, o Superpaco, já era uma grande referência da meta sevillista.

Defendeu o Sevilla entre 1972 e 1984.

Segundo a documentação histórica oficial do clube, disputou 251 partidas oficiais nesse período.

Foram anos muito diferentes daqueles vividos pelo Sevilla de Palop ou Bono. O clube passou inclusive pela Segunda Divisão, retornando posteriormente à elite.

Superpaco atravessou essas mudanças e consolidou sua identificação com os torcedores graças à longevidade e regularidade.

Sua importância também ajuda a mostrar que a tradição de grandes goleiros do Sevilla não começou com a explosão internacional do clube nos anos 2000.

5. Rodri

Outro nome fundamental da história da posição é José Rodríguez, conhecido como Rodri.

O goleiro defendeu a meta sevillista entre 1964 e 1974, período em que acumulou 228 partidas pelo clube.

Sua passagem atravessou um período complicado da história do Sevilla, incluindo oscilações esportivas e a tentativa de recuperar protagonismo no futebol espanhol.

A quantidade de jogos demonstra a confiança depositada nele durante praticamente uma década.

Rodri talvez seja menos conhecido internacionalmente do que Palop ou Bono, mas sua longevidade faz com que seja impossível ignorá-lo em uma retrospectiva histórica da posição.

6. Sergio Rico

Sergio Rico representa outra característica importante do Sevilla: a formação de jogadores dentro de casa.

Criado nas categorias inferiores, o goleiro recebeu sua grande oportunidade no time principal durante a temporada 2014/15.

E dificilmente poderia ter começado de maneira melhor.

Rico participou da campanha que terminou com o Sevilla campeão da Europa League de 2014/15. Na temporada seguinte, voltou a fazer parte da equipe campeã europeia.

Durante aquele período, chegou também à Seleção Espanhola.

Nem todos os momentos foram tranquilos. Houve partidas de pressão e oscilações naturais para um goleiro jovem, mas Unai Emery chegou a defendê-lo publicamente durante a temporada 2015/16, destacando sua confiança no jogador.

Sua origem na base e participação em duas conquistas europeias consecutivas garantem seu lugar na história recente do clube.

7. Beto

O português Beto dividiu uma era importante da meta sevillista com Sergio Rico.

Chegou em 2013 e rapidamente conquistou espaço.

Seu momento mais marcante aconteceu na final da Europa League de 2013/14, contra o Benfica.

Depois de empate sem gols, a decisão foi para os pênaltis. Beto defendeu cobranças de Óscar Cardozo e Rodrigo, tornando-se um dos protagonistas do título.

Foi uma conquista particularmente importante porque iniciou uma sequência histórica: o Sevilla voltaria a vencer a competição em 2015 e 2016.

Mesmo tendo posteriormente perdido espaço para Sergio Rico, Beto deixou uma imagem difícil de apagar: a de um goleiro decisivo em uma final continental.

8. Javi Varas

Javi Varas é outro produto das categorias inferiores do Sevilla que conseguiu alcançar a equipe principal.

Seu período de maior utilização aconteceu entre o final dos anos 2000 e o início da década seguinte.

Varas dividiu a posição justamente com Palop.

A temporada 2008/09 é especialmente relevante: o Sevilla terminou 18 partidas de LaLiga sem sofrer gols, marca que permaneceu como referência defensiva do clube no século XXI durante muitos anos. Palop e Javi Varas eram os goleiros daquela campanha.

Varas também ficou conhecido fora de Sevilha por algumas atuações espetaculares, particularmente contra equipes de enorme poder ofensivo.

Talvez não tenha acumulado a mesma quantidade de títulos de outros nomes desta relação, mas foi um goleiro importante durante uma fase de alto nível competitivo.

Uma tradição que atravessa diferentes gerações

A história dos goleiros do Sevilla acompanha a própria transformação do clube.

Rodri e Superpaco representam décadas em que a realidade esportiva era bastante diferente. Unzué marcou os anos 1990. Palop tornou-se um dos símbolos da primeira grande geração europeia.

Depois vieram Beto e Sergio Rico, participantes de novas conquistas continentais, até Bono assumir a posição e escrever mais um capítulo importante.

Para conhecer também os títulos, jogadores, uniformes e outras fases marcantes dessa trajetória, vale visitar nosso especial sobre a história do Sevilla.

Quem foi o maior goleiro da história do Sevilla?

Comparar jogadores de períodos tão diferentes é inevitavelmente subjetivo, mas Andrés Palop reúne uma combinação particularmente forte de identificação, títulos e atuações decisivas.

Palop participou diretamente da transformação do Sevilla em potência da Copa da UEFA/Europa League e protagonizou momentos que se tornaram parte do imaginário do clube.

Bono possui argumentos muito fortes pelo nível individual atingido, pelo Troféu Zamora e pelas conquistas europeias. Unzué, Superpaco e Rodri representam a longevidade e a ligação com outras épocas da instituição.

O que fica evidente é que o Sevilla construiu uma tradição consistente de grandes goleiros — alguns formados no clube, outros contratados e posteriormente transformados em ídolos no Ramón Sánchez-Pizjuán.

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