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Futebol Brasileiro

Maiores goleiros da história do Coritiba: os paredões que marcaram o Coxa

A camisa 1 do Coritiba foi ocupada por personagens fundamentais em diferentes momentos da história alviverde. Alguns permaneceram durante centenas de partidas no clube, outros participaram diretamente de títulos históricos e há…

Blog do Capita

8 min de leitura

A camisa 1 do Coritiba foi ocupada por personagens fundamentais em diferentes momentos da história alviverde. Alguns permaneceram durante centenas de partidas no clube, outros participaram diretamente de títulos históricos e há ainda aqueles que transformaram grandes defesas em lembranças permanentes para o torcedor.

Jairo, Rafael Cammarota, Vanderlei, Wilson, Hamilton, Edson Bastos e Fernando Prass pertencem a épocas distintas, mas ajudam a explicar por que a posição de goleiro possui tanto peso na trajetória do Coxa.

Os números reforçam essa tradição. Jairo disputou 410 partidas oficiais pelo Coritiba e aparece como o jogador com mais jogos oficiais da história do clube no levantamento histórico publicado pelo ge. Vanderlei chegou a 301, enquanto Wilson terminou sua trajetória alviverde próximo dessa marca.

Mas quantidade de partidas é apenas parte dessa história.

Jairo: o Pantera Negra que virou uma lenda do Coritiba

Quando se fala em grandes goleiros do Coritiba, Jairo do Nascimento ocupa uma posição especial.

Conhecido como Pantera Negra, ele defendeu o clube inicialmente entre 1972 e 1976 e retornou na década seguinte. Somando suas passagens, alcançou 410 partidas oficiais, número que o colocou no topo da relação histórica de jogos pelo Coxa.

Sua primeira passagem coincidiu com uma era extremamente vitoriosa do futebol alviverde.

Jairo esteve presente nos títulos estaduais de 1972, 1973, 1974, 1975 e 1976, período no qual o Coritiba consolidou uma das maiores hegemonias de sua história no Paraná.

Também fez parte da conquista do Torneio do Povo de 1973.

A longevidade transformou o goleiro em muito mais do que simplesmente um titular de sucesso. Jairo atravessou gerações e passou a representar uma época inteira do clube.

Em um período no qual grandes jogadores brasileiros também ganhavam espaço na Seleção Brasileira e construíam histórias que atravessariam diferentes gerações, o goleiro do Coxa tornou-se uma das principais referências de sua posição no futebol paranaense.

Rafael Cammarota: o goleiro do título brasileiro de 1985

Existe uma conquista que mudou definitivamente o tamanho do Coritiba no cenário nacional: o Campeonato Brasileiro de 1985.

E no gol daquela equipe estava Rafael Cammarota.

A decisão contra o Bangu aconteceu no Maracanã. Depois do empate por 1 a 1, o campeonato precisou ser decidido nos pênaltis.

O Coritiba venceu a disputa e tornou-se campeão brasileiro pela primeira vez.

Rafael ficou para sempre associado àquela campanha.

Não por acaso, seu nome continua aparecendo entre os grandes goleiros lembrados quando a história do futebol paranaense é discutida. O ge, por exemplo, incluiu Rafael entre os principais nomes da posição ligados ao Coritiba.

Foram 175 partidas pelo Coxa, de acordo com levantamentos históricos sobre os goleiros com maior número de jogos pelo clube.

Mesmo sem alcançar os números de Jairo ou Vanderlei, existe um argumento impossível de ignorar: Rafael era o goleiro quando o Coritiba conquistou o maior título nacional de sua história.

Vanderlei: regularidade durante oito temporadas

Em tempos mais recentes, poucos goleiros tiveram uma relação tão longa com o Coritiba quanto Vanderlei.

Entre 2007 e 2014, foram 301 partidas.

O número o colocou entre os atletas que mais defenderam o clube e como o segundo goleiro em jogos oficiais na relação histórica publicada pelo ge.

Vanderlei também acumulou títulos.

Foram cinco Campeonatos Paranaenses — 2008, 2010, 2011, 2012 e 2013 — além das conquistas da Série B de 2007 e 2010.

Ao todo, sete títulos.

Além das taças, ele participou de um período importante nacionalmente, incluindo as campanhas que levaram o Coritiba às finais consecutivas da Copa do Brasil em 2011 e 2012.

A permanência por tantas temporadas transformou Vanderlei em uma das grandes referências modernas da camisa 1 alviverde.

Wilson: goleiro, líder e até artilheiro

Se Vanderlei marcou uma geração, Wilson rapidamente construiu sua própria história depois de chegar ao clube em 2015.

A relação foi longa o suficiente para colocá-lo entre os jogadores com mais partidas pelo Coritiba.

Em maio de 2021, Wilson alcançou seu jogo de número 257 e entrou no grupo dos dez atletas que mais vezes haviam defendido o clube. Naquele momento, já era o terceiro goleiro com mais partidas, atrás somente de Jairo e Vanderlei.

Mas Wilson possuía uma característica bastante incomum para a posição.

Ele também fazia gols.

Em julho de 2018, quando chegou à partida de número 175 pelo Coritiba, já havia convertido seis gols e defendido nove pênaltis pelo clube.

Isso acrescentou uma característica própria à sua passagem.

O torcedor não esperava apenas uma grande defesa de Wilson. Dependendo da situação da partida, também poderia vê-lo caminhando em direção à área adversária para cobrar uma penalidade ou uma falta.

Pouquíssimos goleiros da história do Coxa tiveram essa combinação de longevidade, liderança e participação ofensiva.

Hamilton e uma geração que merece ser lembrada

Nem toda história do futebol permanece igualmente presente para as gerações mais novas.

Por isso, Hamilton merece atenção especial.

Durante muito tempo, seu número de partidas o manteve entre os goleiros que mais atuaram pelo Coritiba.

Levantamentos históricos registram 233 jogos pelo clube.

É uma marca expressiva, especialmente considerando como a longevidade de um goleiro titular pode definir uma época.

Hamilton pertence a uma parte da história coxa-branca que às vezes recebe menos espaço quando comparada ao período multicampeão dos anos 1970, ao Brasileiro de 1985 ou às gerações mais recentes.

Seu número de jogos, entretanto, mostra o tamanho de sua presença no clube.

Edson Bastos

Edson Bastos também construiu uma trajetória relevante no Alto da Glória.

Foram pouco mais de 200 partidas defendendo o Coritiba, colocando seu nome durante anos entre os cinco goleiros que mais vestiram a camisa do clube.

Sua passagem coincidiu parcialmente com a de Vanderlei, algo que mostra como o Coxa conseguiu reunir dois goleiros que posteriormente apareceriam entre os mais longevos de sua história.

Edson viveu conquistas estaduais e participou de um período de reconstrução esportiva do clube.

É um nome que talvez não seja imediatamente lembrado por quem acompanha apenas os grandes títulos nacionais, mas sua quantidade de partidas demonstra que teve importância muito maior do que uma passagem comum.

Fernando Prass antes de se tornar conhecido nacionalmente

Para muitos torcedores brasileiros, Fernando Prass é imediatamente associado às passagens por Vasco e Palmeiras.

Antes disso, porém, houve um capítulo importante no Coritiba.

Prass defendeu o Coxa entre 2002 e 2005 e acumulou 186 partidas, aparecendo entre os goleiros com maior número de atuações pelo clube.

Foi no Paraná que ele consolidou uma etapa importante de sua carreira antes de ganhar ainda mais projeção nacional.

Sua passagem também mostra algo recorrente na história do Coritiba: vários goleiros que vestiram a camisa alviverde posteriormente construíram trajetórias relevantes em outros grandes clubes brasileiros.

Régis e o Coritiba do final dos anos 1990

Outro goleiro que merece espaço é Régis.

Ele foi um dos nomes da posição no Coritiba no final dos anos 1990 e esteve no gol durante a campanha do Campeonato Brasileiro de 1998. Na partida contra a Portuguesa que confirmou a sexta colocação naquela edição, por exemplo, Régis era o titular coxa-branca.

Os registros do Campeonato Brasileiro também apontam Régis como o principal goleiro utilizado pelo clube na edição de 1998, com 18 partidas na competição.

É justamente esse período que torna tão interessante revisitar peças históricas do clube.

A camisa do Coritiba de 1997 Home recupera visualmente uma fase imediatamente anterior à boa campanha nacional de 1998 e ao título paranaense que viria em 1999.

Para quem viveu aquela época, os uniformes são capazes de trazer de volta uma geração inteira do futebol brasileiro.

Célio e outros goleiros de gerações anteriores

A história da posição no Coritiba obviamente não começa com Jairo.

Célio é outro nome relevante. Levantamentos sobre os arqueiros com mais partidas pelo clube registram 147 jogos com a camisa alviverde.

Sua passagem antecedeu justamente a chegada do Pantera Negra.

E existem diversos outros goleiros que poderiam ser lembrados dependendo do critério adotado: importância em uma temporada específica, quantidade de jogos, títulos conquistados, identificação com a torcida ou desempenho técnico.

É por isso que qualquer seleção histórica precisa ser entendida como uma forma de revisitar diferentes gerações, e não como uma lista definitiva.

Quem foi o maior goleiro da história do Coritiba?

Comparar jogadores separados por várias décadas nunca é simples.

As condições dos gramados mudaram, o treinamento de goleiros evoluiu, as bolas são diferentes e até as responsabilidades da posição foram transformadas.

Por isso, em vez de estabelecer uma resposta absoluta, é mais interessante observar o argumento histórico de cada nome.

Jairo possui longevidade extraordinária e 410 partidas oficiais.

Rafael Cammarota carrega a ligação direta com o Brasileiro de 1985.

Vanderlei soma 301 jogos e sete títulos.

Wilson tornou-se um dos goleiros mais longevos da era recente e ainda adicionou gols à própria história.

Hamilton, Edson Bastos e Fernando Prass ultrapassaram ou se aproximaram da marca de 200 partidas, algo que poucos atletas conseguem alcançar por um mesmo clube.

São argumentos diferentes para épocas diferentes.

Uma tradição que atravessa gerações

Existe algo especialmente interessante quando se percorre a história do Coritiba pela perspectiva dos goleiros.

A posição conecta épocas completamente distintas do clube.

Dos anos anteriores à hegemonia estadual da década de 1970 ao histórico Campeonato Brasileiro de 1985; das equipes dos anos 1990 às campanhas nacionais dos anos 2000 e 2010, sempre aparece um goleiro associado às lembranças daquela geração.

Jairo, Rafael, Hamilton, Régis, Fernando Prass, Edson Bastos, Vanderlei e Wilson são partes dessa linha do tempo.

E ela continua sendo escrita.

Para conhecer outras histórias, jogadores, temporadas e momentos que construíram a identidade alviverde, vale explorar o conteúdo dedicado ao Coritiba e às diferentes gerações que passaram pelo Alto da Glória.

Mais do que proteger uma meta, os grandes goleiros do Coxa ajudaram a proteger a própria memória do clube.

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