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Futebol Internacional

Maiores laterais direitos da história do Barcelona

A história do Barcelona é marcada por jogadores extraordinários em praticamente todas as posições. E na lateral direita não é diferente. O clube catalão teve desde defensores mais tradicionais até laterais extremamente…

Blog do Capita

10 min de leitura

A história do Barcelona é marcada por jogadores extraordinários em praticamente todas as posições. E na lateral direita não é diferente. O clube catalão teve desde defensores mais tradicionais até laterais extremamente ofensivos, capazes de participar diretamente da construção das jogadas e funcionar praticamente como meio-campistas.

Em diferentes épocas, nomes como Dani Alves, Albert Ferrer, Juliano Belletti e Sergi Roberto tiveram papéis importantes em equipes campeãs da Espanha e da Europa.

Alguns foram protagonistas durante muitos anos. Outros permaneceram menos tempo, mas protagonizaram momentos que jamais seriam esquecidos.

A seguir, relembre alguns dos maiores laterais direitos da história do Barcelona.

1. Dani Alves

Quando se fala em lateral direito e Barcelona, Dani Alves é o nome que imediatamente aparece.

O brasileiro chegou ao clube em 2008, contratado do Sevilla, justamente no início do trabalho de Pep Guardiola. Desde a primeira temporada, assumiu a posição e transformou o lado direito em uma das principais armas ofensivas daquela equipe.

Sua parceria com Lionel Messi tornou-se histórica.

Enquanto Messi frequentemente partia da direita em direção ao centro, Dani ocupava o espaço deixado pelo argentino e oferecia profundidade. Em outros momentos, os dois combinavam passes curtos, tabelas e movimentações que dificultavam qualquer sistema defensivo.

Os números ajudam a dimensionar sua passagem. Considerando suas duas etapas pelo clube, Dani Alves disputou mais de 400 partidas oficiais pelo Barcelona. Somente em sua primeira passagem, entre 2008 e 2016, conquistou 23 títulos.

Entre eles estavam:

6 Campeonatos Espanhóis, 4 Copas do Rei, 3 Champions League, 3 Mundiais de Clubes, 3 Supercopas da Europa e 4 Supercopas da Espanha.

Dani também teve enorme produção ofensiva. Um levantamento publicado pelo próprio Barcelona contabilizou 82 assistências durante sua primeira passagem, sendo 35 delas para Messi.

É difícil encontrar outro lateral que tenha representado tão bem a filosofia ofensiva do Barça.

Dani Alves e a histórica temporada 2008/2009

Existe ainda uma coincidência perfeita entre a chegada de Dani Alves e uma das maiores temporadas da história do Barcelona.

O brasileiro desembarcou justamente em 2008/2009.

Naquele primeiro ano, o Barça conquistou La Liga, Copa do Rei e Champions League. O clube voltaria a conquistar a Champions com Dani em 2010/11 e 2014/15.

Aquela primeira equipe de Guardiola tinha nomes como Messi, Xavi, Iniesta, Puyol, Eto'o, Henry, Busquets e Piqué.

Por isso, a camisa do Barcelona da primeira temporada de Dani Alves possui uma ligação especial com a história do lateral brasileiro.

Foi o uniforme do começo de uma parceria que mudaria o lado direito do Barcelona durante quase uma década.

2. Albert Ferrer

Antes de Dani Alves, outro lateral teve participação fundamental em uma das maiores transformações esportivas da história do Barcelona.

Albert Ferrer, conhecido como Chapi Ferrer, foi formado nas categorias inferiores do clube e chegou à equipe principal no início dos anos 1990.

Era um lateral diferente de Dani.

Ferrer tinha características mais defensivas, muita velocidade e capacidade de marcação. Sua função era especialmente importante dentro do sistema montado por Johan Cruyff.

E ele estava presente no histórico Dream Team.

Ferrer disputou 306 partidas oficiais pelo Barcelona e permaneceu no clube durante toda a maior parte da década de 1990.

Seu currículo inclui cinco títulos espanhóis e, principalmente, a primeira Copa dos Campeões da Europa da história do Barça, conquistada em Wembley em 1992.

Aquele título transformou definitivamente a dimensão europeia do Barcelona.

Ferrer talvez não tivesse o impacto ofensivo que décadas depois seria associado à posição, mas foi uma peça fundamental na equipe que ajudou a estabelecer a filosofia moderna do clube.

3. Juliano Belletti

Poucos jogadores precisam de apenas um lance para entrar na história de um clube.

Juliano Belletti conseguiu isso.

O brasileiro chegou ao Barcelona em 2004, depois de atuar pelo Villarreal, e permaneceu até 2007.

Foram 108 partidas oficiais pelo Barça.

Mas existe uma partida que define sua passagem.

O gol de Belletti na final da Champions de 2006

Barcelona e Arsenal disputavam a final da Champions League em Paris.

O Arsenal abriu o placar com Sol Campbell. Samuel Eto'o empatou na segunda etapa.

Aos 81 minutos, Belletti entrou na área pelo lado direito após uma combinação com Henrik Larsson e finalizou.

A bola passou pelo goleiro Manuel Almunia.

Barcelona 2 x 1 Arsenal.

Era o gol do título.

Curiosamente, foi o único gol oficial de Belletti pelo Barcelona. O banco histórico do próprio clube registra 108 partidas oficiais e apenas um gol — justamente o que decidiu a Champions de 2005/06.

Por isso, mesmo tendo permanecido apenas três temporadas efetivamente no elenco principal, Belletti possui um lugar permanente na história do Barça.

4. Sergi Roberto

Sergi Roberto merece uma consideração diferente porque não era originalmente um lateral direito.

Formado em La Masia, surgiu como meio-campista.

Sua versatilidade, entretanto, fez com que passasse a atuar frequentemente na lateral direita, especialmente depois da saída de Dani Alves.

Roberto conseguiu permanecer por muitos anos no elenco e atravessou diferentes gerações.

Os números oficiais registram 375 partidas competitivas, além de títulos que incluem sete edições de La Liga, seis Copas do Rei e participação nos elencos campeões da Champions de 2010/11 e 2014/15.

Mas seu momento mais famoso aconteceu em outra região do campo.

Na histórica remontada contra o Paris Saint-Germain pela Champions de 2016/17, Sergi Roberto marcou o gol que fechou a vitória por 6 a 1 no Camp Nou.

Mesmo sendo um jogador polivalente, sua longa utilização na lateral e sua identificação com o clube justificam sua presença entre os nomes importantes da posição.

5. Gianluca Zambrotta

O italiano Gianluca Zambrotta chegou ao Barcelona em 2006 com um currículo impressionante.

Pouco antes, havia sido campeão mundial com a Itália.

Zambrotta conseguia jogar pelos dois lados da defesa e combinava força física, experiência e capacidade ofensiva.

Sua passagem pelo Barça, porém, aconteceu durante um período de transição.

Foram duas temporadas, 85 partidas oficiais e três gols.

O Barcelona daquela época ainda tinha Ronaldinho, Messi, Xavi, Iniesta, Puyol e Eto'o, mas começava a apresentar sinais do fim do ciclo comandado por Frank Rijkaard.

Zambrotta deixou o clube em 2008, justamente antes da chegada de Guardiola e Dani Alves.

Mesmo sem acumular no Barça os títulos que conquistou em outras fases de sua carreira, continua sendo um dos laterais de maior prestígio internacional que já vestiram a camisa do clube.

6. Michael Reiziger

Outro nome importante na transição entre os anos 1990 e 2000 foi Michael Reiziger.

O holandês chegou ao Barcelona em 1997 depois de ter feito parte da histórica geração do Ajax dos anos 1990.

Era um defensor versátil.

Embora tenha atuado predominantemente pela direita, também podia jogar em outras posições defensivas, característica bastante útil para diferentes treinadores.

Reiziger viveu justamente uma época de grandes mudanças no clube.

Passou pelo Barcelona de Louis van Gaal e conviveu com jogadores como Rivaldo, Luís Figo, Patrick Kluivert, Luis Enrique, Xavi e um jovem Carles Puyol.

Sua longevidade faz com que seja lembrado entre os laterais direitos importantes daquele período, ainda que sua passagem não tenha produzido um momento individual tão emblemático quanto o gol de Belletti em Paris.

7. Nélson Semedo

Depois de anos tendo Dani Alves como referência, encontrar um sucessor permanente para a lateral direita tornou-se uma tarefa complicada.

Um dos jogadores escolhidos foi o português Nélson Semedo.

Contratado do Benfica em 2017, Semedo oferecia velocidade e capacidade para avançar pelo corredor.

Durante sua passagem, disputou espaço em uma equipe que ainda tinha Messi, Luis Suárez, Busquets, Piqué e Jordi Alba como referências.

O português conquistou títulos nacionais, mas nunca conseguiu reproduzir a influência que Dani Alves havia exercido naquela posição.

Essa comparação talvez tenha sido injusta.

Afinal, substituir um dos laterais mais importantes da história do clube significava assumir uma função que havia sido praticamente personalizada para Dani Alves durante anos.

8. João Cancelo

João Cancelo representa uma interpretação ainda mais moderna da posição.

O português chegou por empréstimo do Manchester City para a temporada 2023/24 e trouxe uma característica muito valorizada no futebol contemporâneo: a capacidade de atuar por fora, entrar pelo meio e jogar nos dois lados do campo.

Sua qualidade técnica permitia que participasse diretamente da construção das jogadas.

A passagem, porém, foi curta.

Por isso, Cancelo não possui a longevidade necessária para disputar espaço histórico com Dani Alves ou Ferrer.

Ainda assim, sua presença ajuda a mostrar a evolução da posição no Barcelona.

Do lateral prioritariamente marcador ao jogador que participa praticamente como um meio-campista, a função mudou enormemente ao longo das décadas.

O que faz um grande lateral direito no Barcelona?

Jogar na lateral do Barcelona normalmente exige mais do que defender.

O clube historicamente valoriza:

qualidade com a bola, capacidade de associação, leitura de espaços, apoio ofensivo e inteligência para participar da construção das jogadas.

É justamente por isso que jogadores com características tão diferentes conseguiram deixar suas marcas.

Ferrer era extremamente importante para o equilíbrio do Dream Team.

Belletti entrou para a história com um gol.

Sergi Roberto ofereceu versatilidade.

Dani Alves praticamente redefiniu a função dentro do sistema ofensivo do clube.

Essa diversidade também aparece em outras posições. Quem quiser continuar percorrendo a história defensiva do Barça pode conhecer os grandes goleiros que marcaram época no Barcelona, passando por diferentes gerações do clube.

A parceria entre Dani Alves e Messi

Um capítulo especial precisa ser reservado à conexão entre Dani Alves e Lionel Messi.

Durante anos, o lado direito do Barcelona funcionou de maneira diferente do futebol convencional.

Messi não permanecia preso à ponta.

Ele avançava por dentro.

Quando isso acontecia, Dani Alves ocupava o corredor e oferecia amplitude.

Em outras situações, o brasileiro buscava Messi diretamente com passes e cruzamentos.

Os números confirmam a força dessa relação: das 82 assistências atribuídas a Dani Alves em sua primeira passagem pelo clube, 35 tiveram Messi como destinatário.

Era uma parceria construída pela repetição e pela leitura de movimentos.

Dani sabia quando ultrapassar.

Messi sabia quando procurar o brasileiro.

E os adversários precisavam decidir qual dos dois espaços defender.

A lateral direita nas grandes Champions do Barcelona

Também é interessante observar quem ocupava a posição nos principais títulos europeus do clube.

Na conquista de 1992, Albert Ferrer fazia parte do Dream Team de Cruyff.

Em 2006, Belletti saiu do banco para marcar o gol decisivo da final.

Em 2009, 2011 e 2015, Dani Alves era um dos pilares do time.

Essas são justamente as cinco temporadas em que o Barcelona conquistou a principal competição europeia.

Poucas posições conseguem oferecer uma linha histórica tão interessante.

Ferrer representa Cruyff.

Belletti representa a geração Ronaldinho.

Dani Alves representa Guardiola e posteriormente o trio MSN.

São três fases completamente diferentes do Barcelona conectadas pela mesma posição.

Dani Alves também marcou uma era visual do Barcelona

Os grandes jogadores acabam inevitavelmente associados aos uniformes que utilizaram.

No caso de Dani Alves, isso é ainda mais evidente porque sua chegada coincidiu com a temporada 2008/09.

A camisa dividida entre azul e grená ficou eternamente associada ao primeiro time de Guardiola e ao triplete conquistado naquela temporada.

Mas existem vários outros modelos inesquecíveis.

Dos uniformes do Dream Team aos usados por Ronaldinho e pela geração de Messi, Neymar e Suárez, reunimos alguns deles no especial sobre as camisas históricas mais marcantes do Barcelona.

É uma maneira interessante de observar como diferentes gerações de jogadores também ficaram ligadas a diferentes identidades visuais do clube.

Quem foi o maior lateral direito da história do Barcelona?

Os jogadores citados deixaram contribuições diferentes: Ferrer teve longevidade e papel relevante no Dream Team; Belletti decidiu uma final de Champions; Sergi Roberto acumulou muitos jogos e títulos atuando em mais de uma posição.

No caso de Dani Alves, os números ajudam a explicar a dimensão de sua passagem: mais de 400 jogos oficiais nas duas etapas, três Champions e seis títulos de La Liga, além de uma influência ofensiva incomum para um defensor. O próprio Barcelona o descreve em seu arquivo histórico como o grande nome da posição na história do clube.

Independentemente das diferenças entre épocas e estilos, a lateral direita acompanhou algumas das transformações mais importantes do Barça.

Do Dream Team de Cruyff ao futebol de Guardiola, passando pela geração de Ronaldinho e chegando ao período do trio MSN, diferentes laterais ajudaram a construir capítulos importantes da história azul-grená.

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