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Futebol Brasileiro

Maiores laterais direitos da história do Atlético Mineiro

A história do Atlético Mineiro é marcada por grandes atacantes, meio-campistas de enorme identificação com a torcida e defensores que se transformaram em símbolos do clube. Mas uma posição também produziu personagens…

Blog do Capita

9 min de leitura

A história do Atlético Mineiro é marcada por grandes atacantes, meio-campistas de enorme identificação com a torcida e defensores que se transformaram em símbolos do clube. Mas uma posição também produziu personagens fundamentais em diferentes gerações do Galo: a lateral direita.

De nomes históricos como Mexicano e Nelinho a jogadores de períodos mais recentes como Marcos Rocha, o Atlético contou com laterais capazes de combinar força defensiva, apoio ao ataque, cruzamentos e, em alguns casos, uma capacidade impressionante de marcar gols.

A própria transformação da posição acompanha a evolução do clube. O lateral essencialmente marcador das primeiras décadas deu espaço a jogadores cada vez mais ofensivos, até chegar ao modelo moderno, no qual o atleta participa diretamente da construção das jogadas.

Entre todas essas gerações, alguns nomes merecem atenção especial.

Marcos Rocha: mais de 300 jogos e uma geração histórica

Poucos laterais direitos estiveram presentes em tantos momentos importantes do Atlético quanto Marcos Rocha.

Mineiro de Sete Lagoas, ele chegou às categorias de base do clube ainda jovem e iniciou sua trajetória profissional ligado ao Galo. Depois de períodos emprestado, retornou ao Atlético e se consolidou definitivamente a partir de 2012.

Foi justamente nesse momento que sua história no clube mudou de dimensão.

Marcos Rocha se transformou em titular de uma das equipes mais marcantes da história atleticana e ultrapassou a marca de 300 partidas com a camisa do Atlético.

Mais importante do que a quantidade de jogos foi o período em que eles aconteceram.

O lateral atravessou uma fase na qual o Atlético voltou a conquistar títulos de enorme importância nacional e internacional.

Marcos Rocha e a Libertadores de 2013

A temporada de 2013 ocupa um espaço especial na história do Atlético.

Com Cuca no comando e jogadores como Victor, Réver, Leonardo Silva, Pierre, Bernard, Ronaldinho, Diego Tardelli e Jô, o Galo conquistou pela primeira vez a Copa Libertadores.

Marcos Rocha vestia a camisa 2 e era o principal lateral direito daquela equipe.

A trajetória teve todos os elementos de uma campanha histórica: grandes vitórias na primeira fase, confrontos dramáticos no mata-mata e viradas inesquecíveis diante de Newell's Old Boys e Olimpia.

Na decisão, o Atlético precisava reverter a derrota por 2 a 0 sofrida no Paraguai.

Venceu pelo mesmo placar no Mineirão e levou a decisão para os pênaltis.

Victor voltou a aparecer.

O Galo conquistou a América.

Marcos Rocha havia participado diretamente da construção daquela campanha e entrava para a geração responsável por uma das maiores conquistas da história atleticana.

Libertadores, Copa do Brasil e Recopa

A Libertadores não foi a única grande conquista de Marcos Rocha pelo Galo.

O lateral também fez parte das equipes campeãs da Recopa Sul-Americana de 2014 e da Copa do Brasil de 2014, além de conquistar diferentes edições do Campeonato Mineiro.

Isso coloca sua passagem em uma posição muito particular.

Marcos Rocha não esteve apenas muitos anos no Atlético. Ele foi protagonista justamente durante uma das sequências de títulos mais importantes da história do clube.

Seu desempenho também o levou à Seleção Brasileira durante o período em que defendia o Galo.

Regularidade, número de partidas, títulos e identificação ajudam a explicar por que seu nome aparece imediatamente em qualquer discussão sobre os grandes laterais direitos atleticanos.

Nelinho: potência, técnica e muitos gols

Se Marcos Rocha está diretamente ligado às conquistas continentais do século XXI, Nelinho representa outra época extremamente importante.

O lateral chegou ao Atlético em 1982 e permaneceu até 1987.

Nesse período, disputou 274 partidas e marcou impressionantes 52 gols com a camisa alvinegra.

É um número extraordinário para um lateral.

Nelinho possuía uma das características mais famosas do futebol brasileiro de sua época: um chute extremamente potente.

Faltas de longa distância e finalizações de fora da área faziam parte de seu repertório, transformando-o em uma ameaça ofensiva muito maior do que normalmente se esperava de um jogador da posição.

Seu estilo também combinava com uma época em que o futebol brasileiro possuía grandes laterais capazes de participar ativamente do ataque.

Nelinho era um dos principais representantes dessa escola.

Os títulos de Nelinho pelo Atlético

Durante sua passagem, Nelinho conquistou os Campeonatos Mineiros de 1983, 1985 e 1986.

Era um período em que o Galo contava com jogadores importantes e ainda carregava muito da força construída pela geração que havia transformado o clube em protagonista nacional nos anos anteriores.

Nelinho acrescentava ao time uma arma ofensiva incomum.

Seus 52 gols em 274 partidas ajudam a explicar por que permanece tão lembrado décadas depois.

Não se tratava simplesmente de um lateral que eventualmente aparecia na área.

Ele podia decidir partidas em cobranças de falta, chutes de longa distância e bolas paradas.

Nelinho e a Seleção Brasileira

A carreira de Nelinho também ultrapassou os limites do futebol de clubes.

Ele disputou as Copas do Mundo de 1974 e 1978 pela Seleção Brasileira e marcou um dos gols mais famosos daquela edição de 1978.

Na disputa do terceiro lugar contra a Itália, Nelinho finalizou praticamente sem ângulo e colocou um efeito impressionante na bola, superando Dino Zoff.

O lance se tornou uma das imagens mais conhecidas de sua carreira.

Quando chegou ao Atlético alguns anos depois, portanto, o clube recebia um lateral já reconhecido internacionalmente.

E Nelinho conseguiu acrescentar um importante capítulo atleticano à sua trajetória.

Mexicano: uma referência das primeiras décadas

Para encontrar outro nome importante da posição é necessário voltar muito mais no tempo.

Alfredo Lúcio de Moura, o Mexicano, defendeu o Atlético entre 1946 e 1949.

Foram 116 partidas, além das conquistas dos Campeonatos Mineiros de 1946 e 1947.

Naturalmente, comparar Mexicano com Marcos Rocha ou Nelinho é extremamente difícil.

O futebol era outro.

As funções táticas eram diferentes, a preparação física não possuía qualquer semelhança com a atual e até a maneira de interpretar a posição mudou radicalmente.

Mesmo assim, Mexicano aparece entre os nomes históricos reconhecidos pelo próprio Atlético e representa uma época fundamental para compreender a evolução da lateral direita alvinegra.

Marcos Rocha e Nelinho: dois estilos ofensivos em épocas diferentes

Há algo interessante quando colocamos Marcos Rocha e Nelinho lado a lado.

Ambos possuíam vocação ofensiva, mas manifestavam essa característica de maneiras bastante diferentes.

Nelinho era especialmente perigoso pela potência das finalizações e das cobranças de falta.

Marcos Rocha se destacava pelas ultrapassagens, cruzamentos e presença constante no campo ofensivo.

Isso também reflete a evolução da própria lateral.

Nos anos 1980, um defensor capaz de marcar mais de 50 gols por um clube era algo absolutamente excepcional.

Décadas depois, a participação ofensiva dos laterais passou a ser uma parte estrutural dos sistemas táticos.

Marcos Rocha era um jogador perfeitamente adaptado a essa nova realidade.

A importância do lateral no Atlético de 2013

O Atlético campeão da Libertadores ajuda a entender essa transformação.

Marcos Rocha avançava pelo lado direito e oferecia amplitude ao time, permitindo diferentes movimentações para jogadores como Ronaldinho, Bernard e Diego Tardelli.

Era uma equipe extremamente ofensiva.

O Atlético terminou aquela Libertadores com 29 gols, teve o melhor ataque da competição e ainda contou com Jô como artilheiro.

Os laterais eram importantes para esse funcionamento coletivo.

Marcos Rocha aparecia constantemente como opção pelo corredor direito e ajudava a criar espaços para os jogadores mais criativos atuarem por dentro.

Era uma função muito diferente daquela desempenhada pelos laterais de décadas anteriores.

Patric e a identificação construída pela entrega

Outro nome que merece aparecer nessa história é Patric.

Sua passagem pelo Atlético ocorreu em diferentes momentos e foi marcada por uma relação peculiar com a torcida.

Patric nunca teve exatamente o mesmo protagonismo técnico de Nelinho ou Marcos Rocha, mas compensava com intensidade, disposição e capacidade de exercer diferentes funções pelo lado direito.

Foi utilizado como lateral, ala e até mais avançado em determinadas circunstâncias.

Também viveu momentos importantes da história recente do clube.

Esse tipo de jogador ajuda a mostrar que nem todo legado é construído exclusivamente por números extraordinários.

Em alguns casos, longevidade, entrega e participação em diferentes momentos fazem com que determinado atleta permaneça na memória dos torcedores.

Carlos César e a concorrência na geração campeã

Carlos César também esteve inserido em uma das épocas mais vitoriosas do Atlético.

Ele foi uma das alternativas para a lateral direita durante a geração do início dos anos 2010 e disputou espaço justamente em um período no qual Marcos Rocha havia se estabelecido como titular.

Sua situação demonstra outra característica das grandes equipes.

Nem sempre a história de uma posição é construída somente pelo titular absoluto.

Elencos vencedores precisam de alternativas capazes de assumir a função quando necessário.

E aquela geração atleticana possuía justamente essa profundidade.

A camisa também ajuda a contar cada geração

Comparar os grandes laterais do Atlético significa viajar por uniformes e identidades visuais completamente diferentes.

O Galo de Mexicano pertencia ao futebol dos anos 1940.

Nelinho vestiu o preto e branco em uma das fases mais reconhecíveis dos anos 1980.

Marcos Rocha viveu a transformação da década de 2010.

E os uniformes acabam funcionando como registros visuais dessas épocas.

É por isso que peças como a camisa Away do Atlético Mineiro ultrapassam a simples mudança de cor do uniforme principal: elas também ajudam a representar diferentes capítulos da identidade atleticana.

Essa relação com a camisa muitas vezes começa ainda na infância. No conteúdo sobre o kit infantil Away do Atlético Mineiro, é possível conhecer uma opção voltada justamente aos pequenos torcedores que começam cedo sua ligação com o Galo.

A evolução da lateral direita no Galo

A história da posição também permite observar como o futebol mudou.

Durante décadas, esperava-se que o lateral tivesse como prioridade absoluta proteger seu setor defensivo.

Com o tempo, isso mudou.

Os laterais começaram a avançar cada vez mais, realizar ultrapassagens, cruzar, finalizar e participar da construção das jogadas.

Nelinho foi um exemplo extraordinário de lateral ofensivo em sua geração.

Marcos Rocha levou essa característica para um futebol taticamente muito mais complexo.

Patric chegou a funcionar como ala e jogador de meio-campo em determinadas situações.

O nome da posição permaneceu o mesmo.

A função, entretanto, mudou profundamente.

Quem foram os maiores laterais direitos do Atlético Mineiro?

Não existe um único critério capaz de comparar jogadores separados por tantas décadas.

Mexicano representa uma das primeiras grandes referências históricas da posição, com mais de uma centena de partidas e títulos estaduais.

Nelinho reuniu técnica, poder ofensivo e números impressionantes: 274 partidas, 52 gols e três Campeonatos Mineiros.

Marcos Rocha ultrapassou 300 jogos e esteve diretamente associado a Libertadores, Copa do Brasil, Recopa e títulos estaduais, além de chegar à Seleção Brasileira enquanto defendia o Atlético.

Jogadores como Patric e Carlos César também fazem parte da cronologia da posição e participaram de períodos importantes do clube.

São legados diferentes.

Da tradição estadual à conquista da América

Talvez a melhor maneira de compreender a importância desses jogadores seja observar o que aconteceu ao redor deles.

Mexicano atuou em um Atlético que consolidava sua enorme força no futebol mineiro.

Nelinho chegou quando o Galo já possuía projeção nacional e uma geração repleta de grandes jogadores.

Marcos Rocha participou de um clube que finalmente conquistou a América.

A posição mudou.

O Atlético mudou.

O próprio futebol mudou.

Mas o corredor direito continuou produzindo personagens importantes.

E quando se percorre toda essa história, Nelinho e Marcos Rocha inevitavelmente aparecem como duas das grandes referências de épocas distintas.

Um transformava potência e técnica em gols.

O outro combinou apoio ofensivo, regularidade, mais de 300 partidas e participação em uma geração que conquistou alguns dos troféus mais desejados pela torcida atleticana.

Entre as primeiras referências históricas, os grandes laterais ofensivos dos anos 1980 e os campeões continentais do século XXI, existe boa parte da história da lateral direita do Atlético Mineiro.

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