A Umbro relança a coleção Nations, que cria camisas aos clubes brasileiros inspiradas em seleções

Grêmio, Fluminense, Santos, Sport, Avaí e Chapecoense ganharam novos uniformes que embarcam no clima da Copa do Mundo com a Umbro

Às vésperas da Copa de 2018, a Umbro lançou uma coleção especial que atraiu bastante atenção no futebol brasileiro. Os clubes patrocinados pela empresa inglesa ganharam camisas alternativas, inspiradas em seleções presentes no Mundial. Algumas ligações eram um pouco forçadas, mas ainda assim a maioria dos uniformes ficou bem bonita. Deu tão certo que a ideia se repete para 2022. Nesta quarta, a Umbro lançou camisas alternativas para seis times do Brasil, inspiradas nas seleções. Resolveram botar times que não estarão no Catar, como Itália e Nigéria, na lista. Mesmo assim, são histórias interessantes, privilegiando laços culturais e históricos – sem romper tanto com as cores dos clubes.

Grêmio, Fluminense, Santos, Sport, Avaí e Chapecoense são contemplados pela coleção Nations. Desta vez, aspectos históricos e culturais foram bem mais priorizados do que apenas uma similaridade de cores. As dobradinhas Grêmio + Uruguai e Avaí + Argentina são explicadas por aspectos geográficos, sobretudo. Chapecoense + Itália representa uma colônia importante na cidade, enquanto Sport + Holanda diz muito sobre o antigo domínio holandês em Pernambuco. E se o Fluminense + Inglaterra se debruça sobre as origens tricolores, o Santos + Nigéria relembra a famosa história em que Pelé “parou uma guerra”.

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Grêmio e Uruguai: O azul celeste, a fronteira territorial e o estilo de jogo aguerrido que apaixona ambas as torcidas são alguns dos elementos que unem o Grêmio ao Uruguai. Culturas que se misturam dentro e fora de campo, com raízes históricas entrelaçadas entre si e que mantêm sua força até hoje. A força dos gaúchos. Na galeria de ídolos do clube, ainda aparece em destaque um grande uruguaio, Hugo De León, zagueiro que representa como poucos o que é ser gremista.

Fluminense e Inglaterra: Não apenas a história do Tricolor das Laranjeiras está diretamente ligada à Inglaterra, como a do futebol em si. Foram os ingleses que inventaram o esporte, assim como foram eles que o trouxeram ao Brasil. No Rio de Janeiro, Oscar Cox, filho de um vice-cônsul inglês, foi um dos grandes responsáveis pela popularização do futebol entre os brasileiros. Em um período da história no qual o remo movia os clubes, surgiu o Fluminense Football Club, em 21 de julho de 1902. Foi também no Rio de Janeiro que a maior parte dos imigrantes ingleses desembarcaram para viver uma nova vida, trazendo ideias, costumes e ajudando no desenvolvimento industrial do país.

Umbro

Santos e Nigéria: Dentre tantas histórias que fazem do Santos um clube único no cenário mundial, uma das mais famosas é a de ter sido responsável por parar uma guerra no continente africano. Em 1969, com um time formado por Pelé e companhia, o Peixe viajou a convite do governo nigeriano para uma zona de conflito, onde jogou (e venceu) partida amistosa com a seleção do Centro-Oeste da Nigéria. O jogo foi realizado na cidade de Benin, em um estádio completamente lotado. Ninguém queria saber de guerrear quando era possível prestigiar o Rei do Futebol e o melhor time de futebol do mundo com os próprios olhos. Na nova camisa do Santos, este momento histórico é celebrado, assim como a forte ligação entre o Brasil e os povos africanos que, provenientes de diferentes regiões, hoje fazem parte de uma só população, a brasileira.

Sport e Holanda: Apesar de ter sido oficialmente colonizado pelos portugueses, o Brasil viveu períodos de disputas entre outras nações europeias, com um dos capítulos mais famosos da história sendo o da presença holandesa em território nordestino, principalmente em Recife e Olinda, no Pernambuco, durante o século XVII. A região é fruto de um caldeirão cultural que pode ser visto até hoje, desde a sua arquitetura até a paixão da calorosa torcida do Sport. Sob a administração de Maurício de Nassau, a região passou por um grande desenvolvimento, sendo uma das cidades mais modernas do Brasil naquele período. Em ambos os lados, o Leão aparece como símbolo de força, valentia e bravura.

Avaí e Argentina: Ao andar pelas ruas de Florianópolis ou pelas praias do litoral catarinense, não é difícil escutar o espanhol sendo falado. Muito pelo contrário. Devido à proximidade geográfica, assim como à beleza e à hospitalidade, Santa Catarina é o destino preferido dos nossos vizinhos argentinos, com praias como a de Canasvieira sendo um verdadeiro reduto hermano no qual a língua oficial deveria ser o portunhol. Com tamanha proximidade e integração, uma mistura cultural única foi criada na região. As cuias de mate estão sempre presentes na paisagem, assim como o azul e o branco, vestidos com muito orgulho tanto pelos argentinos como pelos avaianos. Ambos estão envolvidos por um amor imenso aos seus mantos.

Chapecoense e Itália: A mistura cultural entre a Itália e o oeste de Santa Catarina é evidente. Seja nos costumes, na gastronomia ou no modo de falar, a presença de descendentes italianos na região é marcante. Nas primeiras décadas do século XX, milhares de famílias buscaram no solo catarinense um novo lar. Um lugar para prosperar. De lá para cá, floresceram, assim como a cidade de Chapecó, assim como a Chapecoense, que se colocou entre os principais clubes do Brasil por conta do seu futebol. Para a camisa deste ano, a amizade entre os povos é celebrada, entre brasileiros e italianos, entre a Chape e o Torino, tradicional clube da Itália que já homenageou a equipe catarinense em seus próprios fardamentos.

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